Minas Gerais

A força de um propósito

Ômar Souki

O filme As nadadoras lançado pela Netflix em setembro de 2022, mostra a saga de Yusra e Sara Mardini, duas jovens sírias, que fogem da guerra em seu país. Baseado na vida real dessas duas irmãs, narra a trajetória heroica que têm de enfrentar até chegar ao seu destino. Viajam para a Turquia, atravessam o mar Egeo, chegam na ilha grega de Lesbos e daí rumam para a Alemanha, onde pedem asilo. A parte mais sofrida é a travessia do mar em um bote inflável superlotado de refugiados, onde elas têm de pular n´água, para aliviar o peso da embarcação—e nadar por parte do trajeto—salvando, assim, a vida dos passageiros.

Na Alemanha vão até uma piscina olímpica e pedem para participar dos treinos, mas, a princípio, recebem um “não” como resposta. Insistem, relatam suas conquistas nas piscinas da Síria, e conseguem convencer o treinador de dar-lhes uma chance. As duas são exímias nadadoras, mas apenas Yusra é consumida pelo fogo arrebatador de um propósito: participar das Olímpiadas do Rio de 2016. Enquanto Sara às vezes se deixa seduzir por saídas à noite, Yusra é totalmente consumida por esse ideal olímpico, dorme cedo e treina com afinco. Foi, então, convidada para fazer parte do time de refugiados que viajou para a Olimpíada. Competiu nos 100 metros do estilo borboleta e venceu! O filme termina com as duas irmãs comemorando a vitória em uma praia do Rio de Janeiro.

Em uma cena do início do filme, enquanto Yusra treinava, várias bombas atingiram o local. Uma delas caiu justamente dentro da piscina, mas, por sorte, não explodiu. Depois disso ela e Sara pediram permissão aos pais para viajar para a Alemanha, um dos países que aceitavam refugiados. Além da perigosa travessia do mar, também têm de enfrentar longas caminhadas debaixo do sol, seguindo a linha dos trens e dormindo debaixo de pontes. Mesmo antes de iniciar os treinos na piscina, enquanto estava em um abrigo para refugiados, Yusra abria espaço para os exercícios físicos. Ela não sabia como, mas acreditava firmemente que conseguiria realizar o seu sonho. Mesmo longe da família e exilada em um país distante a jovem conseguiu se manter fiel a um ideal.

A trajetória de Yusra nos inspira e nos mostra que o espírito humano consegue se superar e realizar verdadeiros milagres quando abraça um propósito superior de vida. A pessoa adquire a força e a determinação necessárias para enfrentar desafios e fazer sacrifícios.  Em uma entrevista sobre a situação dos refugiados ela afirmou: “É preciso incentivar os refugiados—que estão frustrados e traumatizados—e redirecionar a raiva  para os esportes. Dessa maneira podem se envolver com a comunidade e começar a sonhar de novo”.

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