Minas Gerais

Jornalista, um novo herói?

Superman, Homem-Aranha, Venon, Tintim, Shazan, o que esses heróis dos quadrinhos têm em comum além, é claro, dos seus superpoderes?

Instituído em 1931 pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o dia 07 de abril, passou a ser comemorado o dia nacional do profissional do jornalismo, em homenagem ao médico e jornalista Giovanni Battista Líbero Badaró, morto por inimigos políticos em 1830.

Desde os anos de 1830 até os dias de hoje, muitos estigmas, desvalorização e desafios, esse profissional vem resistindo e se mantendo cada vez mais vivo em prol de uma sociedade informada e aberta ao diálogo.

Como vimos, recentemente, em um cenário caótico de pandemia, proliferação de Fake News, ser jornalista, se tornou um desafio, o que segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, apresentou na maior pesquisa realizada referente a difusão de notícias falsas na internet, onde a Fake News, espalha 70% mais rápido que as notícias verdadeiras.

Contudo, o amor e paixão e o desejo de um mundo melhor, é o que mantém as esperanças vivas, segundo Felipe Ruffino, jornalista e assessor de imprensa.

Ser jornalista é acordar todos os dias, disposto para sempre fazer tudo por amor e dedicação à nossa profissão. Sempre sonhei em ser jornalista e hoje ter 10 anos de experiência me deixa ser uma pessoa muito grata por ter escolhido a profissão certa” diz com orgulho ao se lembrar do motivo que o levou a se formar e exercer a profissão. “Nos dias de hoje, quando vemos que a tecnologia e a agilidade das informações tem ido ao ar de maneira veloz, precisamos sempre apurar com muita cautela o excesso de fake news que são entregues aos leitores, telespectadores, ouvintes e afins”, continua ele.

Para a assessora Louise Batista, CEO da LB Comunicação, o trabalho se torna ainda mais difícil no que se refere a assessória com as empresas “as empresas atualmente não valorizam o trabalho de comunicação. Acham que qualquer pessoa pode fazer um texto e esquecem que o jornalismo é feito de ética e relacionamento”, lamenta a assessora. “Eu como assessora, em um caso de fake, eu tento lidar da melhor maneira. Vejo com o assessorado o que é verdade e corro atrás para dar uma resposta” conclui Louise.

O cenário de guerras e próximo as eleições, com um possível fim da pandemia que vem se alastrando, torna o dia a dia mais exaustivo.

“Inclusive, uma vez que passamos por um período muito árduo de pandemia, onde estar próximo das fontes tem foi muito mais delicado. Mas é esse trabalho com atenção nos mínimos detalhes, que nos faz vermos os resultados do jeito que esperamos ou até mesmo superando as expectativas.”, finaliza Felipe Ruffino.

Apesar da literatura e do universo dos quadrinhos, apresentar muitos dos heróis com profissões de jornalista, desejamos que os jornalistas do mundo real, tomem posse da bandeira dos verdadeiros heróis.

Uma homenagem do Portal G37, para todos os jornalistas.

Por: Gusttavo Majory

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