Artigos

A chegada do Amor

A chegada do Amor foi prevista vários séculos antes dele aparecer. E a consistência entre os acontecimentos que rodearam o seu surgimento é impressionante. Antes de entregar-se ao supremo desafio, ele nos deixou o critério pelo qual o nosso comportamento amoroso seria identificado.

Setecentos anos antes dele surgir, Isaias escreveu: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a boa-nova aos pobres, a curar os corações feridos, a anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade; para proclamar o ano da graça do Senhor” (61, 1-2).

Essa profecia se cumpre com a visita do anjo a Maria que, depois da anunciação, parte para ajudar sua prima Isabel, grávida de seis meses. Após encontrar sua parente, ouviu dela as seguintes palavras: “Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lucas 1, 42-43). Ao que Maria respondeu: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador; […] porque o Todo-poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome” (1, 46; 47;49).

Depois do seu nascimento, Jesus é apresentado no templo, e ouvimos Simeão dizer: “Agora, Senhor, conforme a sua promessa, pode deixar o seu servo partir em paz. Porque meus olhos viram a sua salvação, que você preparou diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória do seu povo, Israel” (Lucas 2, 29-32).

Já adulto, no clímax de sua pregação, Jesus anuncia as bem-aventuranças. E, dentre elas, estão as seguintes: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5, 7-9).

Antes de submeter-se à Paixão, nos detalhou como o amor se manifesta na prática. Nos explicou que a herança do reino estava preparada para os que agissem com os seus semelhantes da seguinte forma: quando tiverem fome, lhes deem de comer; se tiverem sede, lhes deem de beber; se forem estrangeiros, lhes ofereçam hospedagem; se estiverem nus, os vistam; se adoecerem, os visitem; se estiverem presos, cheguem até lá para os verem (Mateus 25, 35-36). Pois, quando fizermos essas coisas ao nosso próximo, será ao próprio Jesus que o estaremos fazendo.

Enfim, o Amor se manifesta em cada um de nossos atos de caridade e sua força foi expressa de forma magistral por São Paulo: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. Ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e todo o conhecimento, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria” (I Coríntios 12, 1-2).

Ômar Souki

Portal G37

Portal de Notícias de Divinópolis e Região Centro-Oeste de Minas Gerais
Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.