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Foco, fluxo e felicidade

Ômar Souki

Embora a felicidade plena só encontremos no Céu, é possível sim, elevar o nosso nível de satisfação com a vida. O foco no aqui, agora, é uma das maiores forças em prol de uma existência com significado. Essa atenção plena ao presente produz o estado de fluxo que intensifica nossa satisfação. Podemos dizer, então, que felicidade é uma combinação de foco mais fluxo? Sim. Mas, para chegar a ter foco, precisamos estar fazendo algo que tenha significado para nós. Por exemplo, eu escolhi escrever este texto porque tenho o propósito de ajudar as pessoas a ser mais felizes. O que me motiva é algo que vai além de minha satisfação imediata, mas que transcende os limites da minha própria existência.  Daí a importância de descobrirmos o que realmente é importante para nós e caminharmos nessa direção.

Ao nos entregarmos a um propósito superior de vida, ou seja, a uma missão, nossa vida passa a ter sentido. Mesmo realizando atividades rotineiras no trabalho podemos imaginar como elas facilitarão a vida dos outros. Isso nos motivará a executá-las com especial atenção e zelo. Sempre pensando no benefício de nossas ações é possível aumentar o interesse por elas e a qualidade de nosso produto ou serviço.  Para que isso aconteça é necessário colocar limites nas interrupções que, com frequência, acontecem advindas do celular e de outras pessoas. Por exemplo, quando estou escrevendo desligo o celular e fecho a porta do meu escritório. Procuro, assim, criar um ambiente que estimule o foco e não a dispersão.

O psiquiatra Edward Hallowell, autor do livro Shine, cita um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard com 2.200 pessoas. Foram feitas ligações através de um aplicativo de celular e perguntado a elas qual era o nível de concentração na atividade que estavam fazendo. Resultado: 50 % delas disse que estava com o pensamento longe daquilo que executava no momento da ligação. Hallowell sugere, então, que, primeiro, criemos barreiras para não sermos interrompidos enquanto estamos trabalhando; e, segundo, que gastemos o máximo de tempo possível na intercessão de três atividades: naquilo que fazemos bem, em coisas que gostamos de fazer e em atividades que irão contribuir para o bem da humanidade.

Focando no que fazemos bem, nas coisas que gostamos de fazer e num propósito superior, entramos em um estado chamado de fluxo. Nesse estado sentimos mais satisfação, maestria e envolvimento total. Chegamos a perder a noção de tempo e nos esquecemos de nós mesmos.  Daí brota um sentimento que aquece o nosso coração e que chamamos de felicidade.

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