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Banco Central oferece ferramenta gratuita para identificar contas abertas em seu CPF

O Banco Central disponibiliza gratuitamente uma ferramenta que permite descobrir em quais bancos e instituições financeiras existem contas, investimentos ou outros relacionamentos registrados em nome de uma pessoa. A consulta pode ajudar o cidadão a identificar se o CPF foi utilizado indevidamente para a abertura de uma conta bancária sem autorização.

O serviço faz parte do Registrato, sistema mantido pelo Banco Central para reunir informações financeiras enviadas por bancos, cooperativas de crédito, instituições de pagamento e outras empresas autorizadas a funcionar no Sistema Financeiro Nacional. O acesso é feito pela área digital Meu BC e não exige pagamento.

Para descobrir se existe uma conta desconhecida em seu CPF, o cidadão deve consultar o Relatório de Contas e Relacionamentos, conhecido pela sigla CCS. O documento apresenta a lista de instituições com as quais a pessoa mantém ou manteve algum relacionamento financeiro.

O acesso oficial pode ser feito pelo endereço https://www.bcb.gov.br/meubc. Na página do Meu BC, o usuário deve clicar na opção de login e entrar com a conta Gov.br. O Banco Central orienta que o acesso seja realizado diretamente pelo site oficial, evitando links recebidos por mensagens, redes sociais ou aplicativos.

Outra opção é acessar a página oficial do Registrato pelo endereço https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/registrato. O portal apresenta informações sobre os relatórios disponíveis e direciona o cidadão para a área de identificação do Meu BC.

Para entrar no sistema, é necessário ter uma conta Gov.br de nível Prata ou Ouro, com a verificação em duas etapas habilitada. O Registrato não pode ser acessado sem uma conta Gov.br que cumpra esses requisitos de segurança.

A verificação em duas etapas pode ser ativada pelo aplicativo Gov.br instalado no celular. Após entrar no aplicativo, o usuário deve acessar a área “Segurança da conta” e habilitar a função. A cada novo acesso ao Registrato, poderá ser solicitado um código gerado pelo aplicativo.

Depois de entrar no Meu BC, o cidadão deve localizar a área dos relatórios do Registrato e escolher o “Relatório de Contas e Relacionamentos (CCS)”. O sistema permite gerar o documento com os dados vinculados ao CPF do usuário.

O relatório mostra o nome das instituições financeiras com as quais existe ou existiu algum relacionamento. Também informa a data de início do vínculo e, quando o relacionamento já foi encerrado, a data de término.

A presença de uma instituição no relatório não significa necessariamente que existe uma conta corrente ativa. O vínculo também pode estar relacionado a investimentos, contas de pagamento, poupança, participação como representante legal ou outros produtos mantidos em instituições participantes do sistema.

O documento não apresenta o número da agência, o número da conta, o saldo disponível, dados cadastrais completos, extratos ou movimentações financeiras. Para obter essas informações, o titular precisa entrar em contato diretamente com a instituição indicada no relatório.

Caso apareça o nome de um banco ou instituição que o cidadão não reconheça, a orientação do Banco Central é procurar a empresa responsável. O titular deve informar que desconhece o relacionamento e solicitar detalhes sobre o cadastro feito com seu CPF.

O contato deve ser realizado pelos canais oficiais da instituição, disponíveis no site ou aplicativo do próprio banco. O consumidor deve evitar telefones, links ou endereços enviados por desconhecidos, já que golpistas podem se passar por funcionários para tentar obter senhas e códigos de segurança.

Durante o atendimento, é importante anotar o número do protocolo, o nome da instituição, a data e o horário do contato. O cidadão também deve guardar mensagens, documentos, capturas de tela e respostas recebidas, principalmente quando houver indícios de abertura fraudulenta.

Se a instituição confirmar que existe uma conta que não foi solicitada pelo titular do CPF, o cidadão deve pedir o bloqueio imediato e o encerramento do relacionamento. Também deve solicitar uma confirmação por escrito sobre as providências adotadas.

O registro de um boletim de ocorrência pode ajudar a formalizar a denúncia sobre o uso indevido dos dados pessoais. O documento poderá ser apresentado ao banco, aos órgãos de defesa do consumidor e às autoridades responsáveis pela apuração da fraude.

O cidadão também pode apresentar uma reclamação ao Banco Central caso não consiga resolver o problema diretamente com a instituição financeira. A reclamação, porém, não substitui o contato inicial com o banco nem a adoção de outras providências administrativas ou judiciais que possam ser necessárias.

As informações do Relatório de Contas e Relacionamentos são atualizadas diariamente. Apesar disso, o Banco Central alerta que pode existir uma diferença de até dois dias úteis entre a abertura de uma nova conta e a inclusão do relacionamento no sistema. Esse prazo existe porque as instituições precisam enviar os dados ao órgão regulador.

Por esse motivo, uma conta aberta recentemente pode não aparecer imediatamente na consulta. Quando houver uma suspeita concreta de fraude, o cidadão pode verificar o relatório novamente depois do prazo de atualização.

O CCS reúne relacionamentos iniciados a partir de 1º de janeiro de 2001. Também podem aparecer vínculos iniciados antes dessa data, desde que não tenham sido encerrados até 31 de dezembro de 2000.

Além do relatório de contas bancárias, o Registrato permite consultar as chaves Pix vinculadas ao CPF. Essa verificação pode revelar se um número de telefone, endereço de e-mail, CPF ou chave aleatória foi registrado em uma instituição sem o conhecimento do titular.

O sistema também disponibiliza o Relatório de Empréstimos e Financiamentos, conhecido como SCR. O documento mostra dívidas e compromissos de crédito informados por bancos e outras instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

A consulta ao SCR pode ajudar na identificação de empréstimos, financiamentos ou limites de crédito que o consumidor não reconhece. Caso encontre uma operação suspeita, o titular deve procurar a instituição responsável para solicitar documentos e contestar a contratação.

O Registrato ainda oferece relatórios sobre cheques sem fundos, operações de câmbio e transferências internacionais. A relação dos serviços disponíveis pode ser consultada na área do Meu BC.

O Banco Central também disponibiliza o BC Protege+, serviço criado para ampliar a proteção contra a abertura fraudulenta de contas. A ferramenta permite ao cidadão comunicar ao sistema financeiro que não deseja abrir novas contas ou ser incluído como titular ou representante em determinadas operações enquanto a proteção estiver ativada.

O BC Protege+ pode ser encontrado dentro da área logada do Meu BC. A ativação não substitui a consulta ao Registrato, mas funciona como uma camada adicional de prevenção para quem perdeu documentos, teve dados expostos ou suspeita que informações pessoais estejam circulando entre criminosos.

O cidadão deve lembrar que o Registrato é uma ferramenta de consulta. O sistema mostra os relacionamentos informados ao Banco Central, mas não cancela automaticamente uma conta, não bloqueia movimentações e não corrige os dados apresentados.

A correção de informações depende da instituição responsável pelo envio do cadastro. Quando o usuário não concorda com algum dado apresentado, deve solicitar a verificação diretamente ao banco ou à empresa indicada no relatório.

Também existe a possibilidade de emitir uma Certidão Negativa de Relacionamento com o Sistema Financeiro. O documento informa que a pessoa não possui conta aberta ou investimento em bancos no momento da emissão, conforme os registros disponíveis no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional.

A certidão pode ser útil em situações nas quais o cidadão precisa demonstrar que não possui relacionamento bancário. Entretanto, ela não substitui o Relatório de Contas e Relacionamentos quando o objetivo é verificar o histórico de vínculos registrados no CPF.

A consulta periódica ao Registrato pode ajudar a identificar irregularidades antes que elas provoquem prejuízos maiores. O acompanhamento é especialmente importante após a perda de documentos, o vazamento de dados, o recebimento de cobranças desconhecidas ou a identificação de tentativas de acesso a contas digitais.

Entre os sinais de possível fraude estão mensagens sobre contas que o cidadão nunca abriu, cartões bancários recebidos sem solicitação, cobranças desconhecidas, notificações de empréstimos não contratados e chaves Pix cadastradas em instituições com as quais o titular nunca teve contato.

O consumidor não deve fornecer senha, código de autenticação, token, imagem de documento ou acesso remoto ao celular para pessoas que se apresentam como funcionários do Banco Central. O órgão não precisa desses dados para permitir a consulta ao Registrato.

Também é necessário verificar o endereço do site antes de digitar as credenciais da conta Gov.br. Páginas falsas podem reproduzir a aparência de serviços oficiais com o objetivo de capturar CPF, senha e códigos de segurança.

O Registrato superou a marca de 100 milhões de relatórios emitidos desde sua criação, segundo informação divulgada pelo Banco Central em fevereiro de 2026. O órgão considera a ferramenta um dos principais serviços oferecidos aos cidadãos para o acompanhamento da vida financeira.

Apesar de facilitar a identificação de contas e operações desconhecidas, o sistema não elimina a necessidade de cuidados com os dados pessoais. Documentos, senhas e códigos devem ser protegidos, e qualquer movimentação suspeita deve ser comunicada rapidamente à instituição envolvida.

O caminho principal para fazer a consulta é acessar https://www.bcb.gov.br/meubc, entrar com a conta Gov.br Prata ou Ouro, informar o código da verificação em duas etapas e selecionar o Relatório de Contas e Relacionamentos. O serviço é gratuito.

Ao encontrar um banco desconhecido, o cidadão deve procurar a instituição, pedir informações sobre o vínculo, contestar a abertura quando não houver autorização e guardar todos os protocolos. Se a fraude for confirmada, também deve solicitar o encerramento da conta e avaliar o registro de boletim de ocorrência.

A consulta pode ser repetida sempre que necessário. Como os dados recebem atualizações periódicas, acompanhar os relatórios ajuda o titular a identificar novos registros vinculados ao CPF e agir rapidamente diante de possíveis fraudes.

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