Divinópolis

Melhor dar que receber

Ômar Souki

O apóstolo Paulo, ao se despedir de seus amigos, afirma que não cobiçou prata, ouro ou vestes de ninguém, mas que foram suas próprias mãos que providenciaram o que ele necessitava e também aquilo que os seus companheiros precisavam. “Em tudo mostrei a vocês, que trabalhando assim, se deve ajudar aos fracos, recordando as palavras do Senhor Jesus, que disse: ‘Há mais alegria em dar do que em receber’” (Atos 20, 35).

De fato, Jesus explica que, quando retornar, para separar as ovelhas dos cabritos, dirá às ovelhas que estarão à sua direita: “Venham vocês, benditos de meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou desde a criação do mundo. Pois, eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava nu, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar” (Mateus 25, 34-36). 

Nossa predisposição para dar não é só um dos critérios que serão usados, no dia do julgamento, para separar os bons dos maus. É também algo que pode nos trazer enormes benefícios “Estudos do National Institute of Health (NIH) revelam que pessoas com comportamentos altruístas regulares apresentam níveis mais baixos de estresse e depressão, além de uma maior sensação de bem-estar. Uma pesquisa da Universidade de Harvard, publicada na revista Science, também evidenciou que gastar dinheiro com os outros gera mais felicidade do que gastá-lo consigo mesmo, independentemente do valor envolvido” (Valdei José, jbr.jor.br).

“Atos de bondade desencadeiam a liberação de dopamina, conhecida como o neurotransmissor do prazer, proporcionando uma sensação de recompensa e contentamento. A prática regular de generosidade está associada à redução dos níveis de estresse e ansiedade. O foco no bem-estar dos outros cria um impacto positivo na saúde mental do doador. Estudos indicam que atos generosos estão relacionados a benefícios para a saúde cardiovascular. A positividade emocional resultante contribui para a redução da pressão arterial e o fortalecimento do sistema cardiovascular” (Alessandro Turci, sejahojediferente.com).

Além de incontestáveis benefícios para a saúde, a generosidade promove relacionamentos saudáveis e o bem-estar coletivo. As pessoas bondosas também demonstram virtudes importantes como a empatia (colocam-se no lugar do outro), a resiliência (superam desafios), a gratidão (reconhecem as graças recebidas), a humildade (aprendem com os erros dos outros), a integridade (possuem firmeza de caráter) e o altruísmo (colocam as necessidades alheias acima de suas próprias).

Fiquei profundamente tocado por aquela passagem dos Atos dos Apóstolos (20, 28-38) que descreve a saída de Paulo da Igreja de Éfeso. Saía para não voltar mais, deixando para trás os seus companheiros, que, chorando se lançavam ao seu pescoço, e o beijavam. Um momento de incrível transcendência, no qual o apóstolo aproveita, para reforçar, mais uma vez, a importância da generosidade.

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