Pedir, buscar e encontrar

Ômar Souki
Naquilo que mais pensamos, nos transformamos. Podemos nos decidir pensar em Deus e em seu poder criador. “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ações de graça, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4, 6-7). Caminhando pela vida com um senso forte de direção conseguimos atingir nossos objetivos. Para saber se estamos nos movimentando na direção certa podemos observar o nosso dia a dia e verificar o nosso desempenho nas seguintes dimensões: emocional, espiritual, intelectual e física.
Quando perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento, ele respondeu: “O primeiro de todos os mandamentos é: Ouça, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Ame, pois, ao Senhor seu Deus de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todo o seu entendimento, e de todas as suas forças; esse é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a esse, é: Ame o seu próximo como a você mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses (Marcos 12, 29-31). E, a nossa alegria e realização acontece à medida em que cumprimos esses mandamentos. Já no Antigo Testamento, lemos: “Seu prazer está na Lei do Senhor, e na sua Lei medita dia e noite. Ele é como a árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!” (Salmos 1, 2-3).
Antes de enunciar essas leis, o Mestre dos mestre pede aos israelitas que ouçam. Ouvir nesse contexto significa obedecer. E, para obedecermos, precisamos de humildade, submissão. Também nos é colocada a forma na qual devemos amar a Deus, com todo o coração (com o empenho de nossas emoções); com toda a nossa alma (com a nossa espiritualidade); com todo o nosso entendimento (com o nosso intelecto); e com todas as nossas forças (com o nosso ser físico). E, além disso, devemos também amar a nossos semelhantes como nos amamos a nós mesmos.
Nossos pedidos devem, portanto, estar relacionados com a qualidade de nossos relacionamentos (coração), a intensidade de nossa entrega espiritual (alma), o desenvolvimento de nossa mente (entendimento) e o cuidado com nosso corpo (forças). Ao pedirmos a Deus por bons relacionamentos, estamos automaticamente nos dispondo a amar nossos semelhantes com amamos a nós mesmos. Do cumprimento desse pedido, vai depender todo o resto, isto é, a espiritualidade, o desenvolvimento intelectual e a fortaleza do corpo. Você já deve ter observado que quando seus relacionamentos estão tumultuados, toda a sua vida sofre.
Pedimos, buscamos e encontramos. Enunciamos com clareza o que desejamos em cada uma dessas áreas, visualizamos tudo acontecendo como desejamos e aguardamos com fé a realização de nossos pedidos. Pedir, buscar e encontrar passa a ser a dinâmica de nossa existência, que se renova a cada dia que passa com vigor redobrado.


















