Minas Gerais

Por que temos ciúme?

Ômar Souki

Participei de um grupo de estudos liderado pela psicóloga Cláudia Gontijo onde refletimos sobre o ciúme. A partilha foi tão interessante que resolvi escrever sobre o assunto. Atualmente a minha experiência mais próxima com ciúme acontece quando observo o comportamento de nossa cachorrinha Mel com relação à gatinha Cida. Em uma de nossas idas à nossa casa de campo, Mel—que já estava com cinco anos—ficou obcecada com alguma coisa que se mexia no meio das caixas de papelão debaixo do fogão de lenha. Ao verificar o que se passava, minha esposa Rejane descobriu que lá estava uma gatinha recém-nascida.  Adotamos a gatinha e, como tinha sido aparecida, recebeu o nome de Cida. Cidinha para os mais íntimos.

Depois de seis meses, a gata tem conseguido sobreviver conosco. Mel tolera a presença de Cida em nosso apartamento, mas tem ciúmes dela. Quando chamamos pela gata, é a cachorra que vem correndo. Quando acariciamos a gata, os olhos da cachorra quase saltam pra fora. Se a gata se aproxima da comida de Mel, ela se exaspera e começa a rosnar. E são frequentes as vezes que Cida tem de se esconder às pressas atrás da geladeira para se defender dos ataques de Mel. Enfim, não tem sido fácil para Cida.

Assim como a insegurança de Mel atrapalha a vida de Cida, conheço seres humanos que, devido ao ciúme, conseguem azedar a vida dos outros.  São pessoas inseguras, com baixa autoestima, que não aceitam que seus parceiros possam ter interesses outros que não sejam elas. Estão sempre vigiando os passos do companheiro e bisbilhotando as mensagens no celular dele.  Isso tem um efeito negativo no relacionamento podendo até causar uma ruptura.

Pesquisando na internet encontrei o seguinte depoimento: “Sempre admirei o fato do ser humano poder ser livre para ir e vir, para pensar etc. Mas de vez em quando, deparava-me sentindo muito ciúme da minha esposa e não havia motivo. Tínhamos uma vida conjugal saudável e recheada de muito amor. Ela não me dava motivo para ter tal sentimento. Havia momentos em que ela precisava sair de casa para as compras ou estudar e eu já ficava com a mente fervilhando. Inclusive imaginando coisas que eram absurdas de acontecer. Ficava muito incomodado e não conseguia entender o porquê” (psicanaliseclinica.com/ciúmes/).

Durante o nosso encontro, Cláudia pontuou que “quando a relação é de confiança, não há razão para o ciúme. Se a pessoa começa a querer que o outro se comporte como ela quer, isso é patológico. E isso pode tornar o relacionamento abusivo. A pessoa ciumenta pode fazer com que o outro deixe de ser ele. O ciúme é um lugar de insegurança, um comportamento que tira a paz da pessoa”. Então, quando sinto ciúmes de alguém, a primeira pessoa a ser analisada sou eu mesmo. A questão a ser resolvida não está fora, mas dentro de mim.

À medida em que eu me aprofundei na intimidade com Deus, consegui aumentar a minha autoestima, e libertar-me do ciúme. Porém, ainda não descobri como solucionar a situação entre Mel e Cida. Você

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