Minas Gerais

Tudo passa

Ômar Souki

“Nada lhe perturbe. Nada lhe espante. Tudo passa, Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta: Só Deus basta!” afirmou Santa Teresa d´Ávila. Essa reflexão pode representar um antídoto para o mal que assola multidões: a solidão. Ninguém está blindado quanto as perdas deste mundo. Começamos por perder os pais, depois uma companheira ou um filho. Permanecemos com aquele buraco no coração, que nada parece preencher. Fotos trazem recordações de um convívio feliz que já se foi.

Esse vazio é algo que não só nos afeta emocionalmente, mas também, e muito, fisicamente. Vivek Murthy, médico americano que estuda o fenômeno, afirma: “O impacto na mortalidade de estar socialmente desconectado é semelhante ao de fumar 15 cigarros por dia. […] A solidão aumenta o risco de doenças cardiovasculares, demência, acidente vascular cerebral (AVC), depressão, ansiedade e morte prematura” (Ronald Ávila-Claudio, “Há uma epidemia de solidão…”, bbc.com). “Vários estudos internacionais indicam que mais de uma em cada três pessoas nos países ocidentais sente-se sozinha habitualmente ou com frequência. […] A solidão pode acabar em reclusão, porque parece uma alternativa melhor que a dor, a rejeição, a traição ou a vergonha” (John e Stephanie Cacioppo, “Solidão, uma nova epidemia”, brasil.elpais.com).

Ao sucumbirmos às perdas deste mundo alimentamos a tendência ao isolamento e passamos a nos considerar vítimas das circunstâncias. Perdemos a noção de que, aconteça o que acontecer, Deus estará sempre ao nosso lado. Quando cultivamos nossa espiritualidade, descobrimos que Santa Teresa estava certa ao afirmar que tudo passa e que só Deus basta. “Pode a mãe se esquecer de seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não me esquecerei de você. Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim” (Isaias 49, 15-17). “Mesmo quando eu andar
por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois você está comigo; a sua vara e o seu cajado me protegem” (Salmos 23, 4).

Um estudo feito pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, observou que o fator mais importante para a felicidade no final da vida não era o sucesso financeiro, emprego dos sonhos, fama ou dinheiro, mas, sim, a qualidade dos nossos relacionamentos (www.tecmundo.com.br). E, eu acredito que a nossa conexão com Deus, é fundamental para a preservação de nossos relacionamentos. Quando nos sentirmos sós, podemos suplicar ao Pai Celestial por ajuda e ele certamente nos atenderá. “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará seus corações e mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4, 6,7).

Como garantem os salmos (68, 5-6): “Pai para os órfãos e defensor das viúvas é Deus em sua santa habitação. Deus dá um lar aos solitários,
liberta os presos para a prosperidade, mas os rebeldes vivem em terra árida”. Para combatermos o mal do século, podemos, portanto, optar por crer firmemente que tudo passa e que só Deus basta.

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