Araguari lidera ranking de mortes violentas entre municípios mineiros em 2025; Divinópolis aparece em 6º lugar

Araguari registrou a maior taxa de mortes violentas entre os municípios mineiros com mais de 100 mil habitantes em 2025. A cidade teve 38,9 casos para cada grupo de 100 mil moradores, enquanto Divinópolis aparece na sexta posição do ranking estadual, com índice de 21,3. Os números constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).
A lista reúne 36 cidades de Minas Gerais que possuem população superior a 100 mil habitantes. O levantamento compara o número de mortes com a quantidade de moradores de cada município, permitindo identificar onde a violência letal teve maior peso proporcional durante o ano.
Depois de Araguari, Governador Valadares aparece em segundo lugar, com taxa de 29,6 mortes violentas por 100 mil habitantes. Ribeirão das Neves ocupa a terceira posição, com 27,4, seguida por Vespasiano, com 26,7, e Betim, com 24,6.
Divinópolis aparece logo depois, na sexta colocação, com taxa de 21,3. Santa Luzia registrou o mesmo índice e ficou na sétima posição. Coronel Fabriciano e Ibirité aparecem na sequência, ambas com taxa de 21,2, enquanto Nova Serrana completa as dez primeiras colocações, com 20,9.
O Centro-Oeste de Minas possui quatro cidades na lista. Além de Divinópolis e Nova Serrana, Itaúna aparece em 12º lugar, com taxa de 19,4, enquanto Pará de Minas ocupa a 16ª posição, com índice de 13,6 mortes por 100 mil habitantes.
Divinópolis, Nova Serrana e Itaúna apresentaram taxas superiores à de Belo Horizonte. A capital mineira ficou na 15ª posição, com 14,5 mortes violentas para cada grupo de 100 mil moradores.
Na parte mais baixa do ranking aparecem cidades como Conselheiro Lafaiete, Ituiutaba, Juiz de Fora, Poços de Caldas, Lavras, Varginha e Passos. Passos teve a menor taxa entre os municípios analisados, com 3,4 mortes violentas por 100 mil habitantes.
A diferença entre o primeiro e o último colocado chama a atenção. A taxa registrada em Araguari foi mais de 11 vezes superior à de Passos durante o mesmo período.
Confira a classificação dos municípios mineiros:
| Posição em Minas | Município | Taxa por 100 mil habitantes |
|---|---|---|
| 1º | Araguari | 38,9 |
| 2º | Governador Valadares | 29,6 |
| 3º | Ribeirão das Neves | 27,4 |
| 4º | Vespasiano | 26,7 |
| 5º | Betim | 24,6 |
| 6º | Divinópolis | 21,3 |
| 7º | Santa Luzia | 21,3 |
| 8º | Coronel Fabriciano | 21,2 |
| 9º | Ibirité | 21,2 |
| 10º | Nova Serrana | 20,9 |
| 11º | Ubá | 20,5 |
| 12º | Itaúna | 19,4 |
| 13º | Contagem | 16,3 |
| 14º | Sabará | 16,3 |
| 15º | Belo Horizonte | 14,5 |
| 16º | Pará de Minas | 13,6 |
| 17º | Pouso Alegre | 12,3 |
| 18º | Teófilo Otoni | 11,9 |
| 19º | Ipatinga | 10,2 |
| 20º | Muriaé | 10,1 |
| 21º | Patos de Minas | 10,0 |
| 22º | Itabira | 9,3 |
| 23º | Uberlândia | 9,2 |
| 24º | Montes Claros | 8,7 |
| 25º | Uberaba | 8,7 |
| 26º | Araxá | 8,4 |
| 27º | Sete Lagoas | 8,4 |
| 28º | Barbacena | 7,7 |
| 29º | Nova Lima | 7,4 |
| 30º | Conselheiro Lafaiete | 5,8 |
| 31º | Ituiutaba | 5,6 |
| 32º | Juiz de Fora | 5,6 |
| 33º | Poços de Caldas | 5,2 |
| 34º | Lavras | 4,5 |
| 35º | Varginha | 4,2 |
| 36º | Passos | 3,4 |
As mortes violentas consideradas no levantamento incluem casos de homicídio, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e ocorrências envolvendo intervenções policiais. O ranking leva em conta a taxa proporcional à população, e não apenas a quantidade total de vítimas em cada cidade.
Em todo o estado, Minas Gerais registrou 2.770 mortes violentas em 2025, contra 3.219 no ano anterior. A taxa estadual caiu de 15,1 para 12,9 mortes por 100 mil habitantes, uma redução de 14,2%.
Mesmo com a queda registrada no estado, algumas cidades apresentaram índices superiores às médias mineira e nacional. O Brasil terminou 2025 com taxa de 19,1 mortes violentas por 100 mil habitantes, enquanto Divinópolis, por exemplo, registrou 21,3.
O levantamento também mostra que a violência não se distribui de forma igual entre as cidades. Municípios com populações semelhantes apresentaram diferenças significativas nos índices, o que reforça a necessidade de avaliar a realidade de cada região separadamente.
A classificação não inclui todas as cidades de Minas Gerais. O ranking considera apenas os municípios mineiros com mais de 100 mil habitantes analisados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública.






















