Incêndio destrói 90% de fábrica em Perdigão e deixa três funcionários feridos

Um incêndio de grandes proporções destruiu cerca de 90% da fábrica da EVA Sete e deixou três funcionários gravemente feridos na tarde desta quarta-feira (22), em Perdigão, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A indústria fica no número 1.522 da Rodovia do Calçado, no bairro Vale do Sereno, entre Perdigão e Nova Serrana.
A EVA Sete atua na fabricação e dublagem de placas de EVA, material utilizado principalmente na produção de palmilhas, calçados e outros produtos. O endereço informado pela empresa em seu site oficial corresponde ao local atingido pelo incêndio.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h18. Quando as primeiras equipes chegaram, as chamas já haviam se espalhado por vários setores da indústria. A queima dos materiais armazenados provocou uma coluna de fumaça escura que podia ser vista de diferentes pontos de Perdigão e de cidades próximas.
Segundo informações recebidas pelos bombeiros, o incêndio começou após uma explosão nas proximidades da área onde funcionava uma prensa hidráulica. A corporação também recebeu relatos de que o ponto inicial estaria próximo a um padrão de energia. A causa oficial ainda será determinada pela perícia após a conclusão dos trabalhos no imóvel.
A empresa possui aproximadamente 100 funcionários. No momento da explosão, grande parte dos trabalhadores estava fora da fábrica por causa do horário de almoço. Mesmo assim, três homens sofreram queimaduras graves e foram levados por terceiros ao Pronto Atendimento de Perdigão.
A Central de Regulação do Samu Oeste/Centro recebeu o chamado às 12h19 e mobilizou as Unidades de Suporte Avançado de Nova Serrana e Bom Despacho, além da Unidade de Suporte Básico de Araújos e Perdigão. As equipes encontraram as três vítimas no Pronto Atendimento e auxiliaram na estabilização dos pacientes.
O homem em estado mais grave foi transferido para a Sala Vermelha do Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis. O segundo paciente seguiu para a Sala Vermelha do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas, e o terceiro foi encaminhado para a Sala Vermelha do Hospital São José, em Nova Serrana.
Posteriormente, uma das vítimas precisou ser transferida para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, unidade de referência no atendimento a pacientes queimados. Até a atualização mais recente, não foram divulgados novos detalhes sobre o estado de saúde dos três funcionários.
O combate ao incêndio mobilizou caminhões do Corpo de Bombeiros e caminhões-pipa enviados pelos municípios de Bom Despacho, Nova Serrana, Perdigão e Araújos. Os veículos garantiram o abastecimento contínuo de água durante a operação.
Além da água, os militares utilizaram líquido gerador de espuma, conhecido como LGE, para controlar a queima de materiais inflamáveis. A presença de produtos químicos, combustíveis e insumos utilizados pela indústria aumentou a velocidade de propagação do fogo e dificultou a entrada das equipes em alguns pontos da edificação.
De acordo com a estimativa do Corpo de Bombeiros, aproximadamente 90% da estrutura da EVA Sete foi destruída. O fogo atingiu áreas de produção, máquinas, matérias-primas e outros espaços internos da fábrica. O valor total do prejuízo ainda não foi informado.
Apesar da destruição, os bombeiros conseguiram preservar a parte restante do imóvel. A atuação das equipes também impediu que as chamas atingissem uma empresa vizinha e uma residência localizada nas proximidades da fábrica.
Após a extinção completa das chamas, os militares realizam o rescaldo, que consiste no resfriamento da estrutura, na retirada de materiais queimados e na eliminação de focos remanescentes. A área deverá permanecer isolada até que as condições de segurança sejam avaliadas.
A perícia deverá analisar o local onde o incêndio começou e verificar as circunstâncias da explosão relatada por funcionários e testemunhas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre quando a EVA Sete poderá retomar as atividades.






















