Polícia

Paciente em surto agride médica e foge da UPA 24h em Pará de Minas

Na madrugada do último sábado (27/9), um paciente de 43 anos em surto psiquiátrico agrediu uma médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) de Pará de Minas e fugiu do local. A ocorrência foi registrada pela Guarda Civil Municipal (GCM), que foi acionada pela Central de Comunicação (153) para dar suporte diante do episódio de violência.

De acordo com informações da GCM, o homem chegou à unidade bastante exaltado e precisou ser contido pela equipe médica durante o atendimento. A situação se agravou quando ele tentou evadir-se em duas ocasiões distintas. Na primeira tentativa, foi impedido por sua irmã, que o acompanhava no local.

Na segunda tentativa de fuga, o paciente apresentou comportamento agressivo e recusou-se a permanecer na UPA mesmo sem a liberação médica. Nesse momento, segundo relato da solicitante, ele desferiu chutes contra a profissional de saúde, atingindo suas pernas e abdômen. Após a agressão, o homem conseguiu escapar da unidade.

A médica vítima das agressões não sofreu ferimentos graves, mas relatou dores em decorrência dos chutes. Ela foi atendida pelos próprios colegas de trabalho e passa bem. O caso gerou apreensão entre funcionários e pacientes que estavam na unidade no momento do incidente.

Imediatamente após o ocorrido, equipes da Guarda Civil Municipal realizaram buscas nas imediações da UPA e em bairros próximos, mas o autor não foi localizado. A ocorrência foi registrada e encaminhada à Polícia Judiciária para as providências legais cabíveis.

De acordo com a GCM, episódios de violência contra profissionais de saúde em unidades de atendimento têm se tornado cada vez mais preocupantes. A corporação destacou a importância de fortalecer protocolos de segurança para proteger médicos, enfermeiros e demais trabalhadores que atuam na linha de frente.

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas a expectativa é de que medidas sejam estudadas para reforçar a segurança na UPA, especialmente em atendimentos de pacientes em surto. A direção da unidade também deverá prestar apoio à médica vítima da agressão.

A Polícia Civil deverá instaurar inquérito para investigar o caso e poderá ouvir testemunhas, familiares e servidores que estavam presentes na ocorrência. O paciente poderá responder pelo crime de lesão corporal, conforme previsto no Código Penal.

A agressão em Pará de Minas reacende o debate sobre a vulnerabilidade de profissionais de saúde diante de situações de risco e sobre a necessidade de um suporte policial mais próximo em unidades de pronto atendimento.

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