PCMG conclui inquérito de feminicídio no Choro em Divinópolis e procura pelo assassino

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu as investigações sobre o feminicídio registrado na comunidade do Choro, zona rural de Divinópolis, ocorrido em 15 de agosto deste ano. A vítima, uma mulher de 39 anos, foi brutalmente agredida dentro da própria residência, não resistiu aos ferimentos e faleceu em 9 de setembro. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, de 51 anos, que foi indiciado por feminicídio consumado, qualificado pelo meio que dificultou a defesa.
De acordo com o inquérito, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica marcado por anos de agressões. A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apontou que o casal manteve um relacionamento por cerca de 15 anos, período em que a vítima e as três filhas do casal, de 13, 11 e 8 anos, teriam sofrido episódios constantes de violência. O suspeito já possuía antecedentes criminais, incluindo tentativa de homicídio contra uma ex-companheira.

Na véspera do crime, o casal discutiu de forma acalorada. O homem teria deixado a residência proferindo ameaças de morte contra a vítima. Na manhã seguinte, ele retornou e, aproveitando-se da ausência momentânea de uma das filhas, iniciou as agressões. Com um banco de madeira, golpeou a companheira na cabeça, provocando lesões graves que levaram à sua internação.
Segundo os levantamentos, durante o ataque, a vítima pediu à filha mais nova que buscasse ajuda. A criança correu até vizinhos, que, ao chegarem à casa, encontraram a mulher caída na cozinha, já inconsciente e com ferimentos graves. O objeto utilizado no crime, o banco de madeira, foi recolhido pela perícia. A vítima chegou a ser levada a uma unidade de saúde, mas seu quadro clínico não resistiu à gravidade das lesões, culminando no óbito registrado semanas depois.
O inquérito também reforça que o crime foi praticado de forma que dificultou a defesa da vítima, configurando a qualificadora de feminicídio. A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito em 3 de setembro, mas até o momento ele não foi localizado. Desde então, equipes das polícias Civil e Militar realizam buscas constantes para capturá-lo.
As autoridades destacam que, além da gravidade do feminicídio, o histórico do suspeito demonstra um padrão de comportamento violento, o que representa risco à sociedade. Por isso, a sua prisão é considerada prioridade pelas forças de segurança. Os investigadores reforçam a necessidade de colaboração da população para obter informações que possam levar à captura.
A PCMG informa que qualquer dado sobre o paradeiro do suspeito pode ser repassado por meio dos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) ou pelo Disque-Denúncia 181. As ligações podem ser feitas de forma anônima, e o sigilo é garantido. A corporação destaca que esse tipo de denúncia é essencial para apoiar as investigações e evitar que crimes semelhantes voltem a acontecer.
A comunidade do Choro e a cidade de Divinópolis ficaram abaladas com a morte da vítima, que era conhecida pela dedicação à família e pelo convívio na zona rural. A tragédia trouxe novamente à tona os debates sobre violência doméstica e feminicídio no estado, que segue registrando índices preocupantes de casos semelhantes.
A Polícia Civil reforça que casos de violência doméstica devem ser denunciados imediatamente para que medidas protetivas e outras ações preventivas sejam aplicadas. O episódio reforça a importância de políticas públicas de acolhimento às vítimas, de fortalecimento das redes de proteção social e da punição efetiva aos agressores, para reduzir a reincidência de crimes dessa natureza.
O inquérito concluído foi encaminhado ao Ministério Público, que dará prosseguimento à ação penal. Enquanto isso, a prioridade das forças policiais permanece sendo a captura do suspeito, que segue foragido. O caso permanece em acompanhamento, e novas informações devem ser divulgadas à medida que as buscas avançarem.


















