Deputada Lohanna protocola denúncias após falas contra pessoas em situação de rua; veja o vídeo

A deputada Lohanna (PV) protocolou nesta terça-feira (09/09) representações no Ministério Público, no Ministério do Desenvolvimento Social e no Ministério dos Direitos Humanos contra o pastor Wilson Botelho, líder do Projeto Quero Viver. A iniciativa foi tomada após falas de caráter violento, discriminatório e ameaçador proferidas por ele durante reunião realizada no plenário da Câmara Municipal de Divinópolis, no último dia 4 de setembro de 2025.
A parlamentar também encaminhou pedido ao presidente da Câmara Municipal de Divinópolis para que determine à Comissão de Constituição e Justiça o envio da mídia integral da reunião aos órgãos competentes, garantindo a adoção das medidas legais e jurídicas cabíveis. O encontro, que tinha como pauta a situação das pessoas em condição de vulnerabilidade social nas ruas do município, teria se transformado em palco de discursos de ódio, incitação ao crime e apologia à violência, em clara violação à dignidade da população em situação de rua.
No mesmo documento, a deputada também denunciou o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo) por possível violação às diretrizes da Política Nacional para a População em Situação de Rua e da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Em fala recente nas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou que “recusará atendimento àqueles que vierem encaminhados de outras cidades”, o que fere princípios legais de universalidade e igualdade no acesso às políticas públicas.
Lohanna aponta que não se pode permitir que discursos de ódio e práticas discriminatórias avancem na cidade. É papel do poder público garantir direitos, não negá-los. “As falas são muito preocupantes. Queremos a apuração para saber se o município está efetivamente negando atendimento às pessoas mais vulneráveis e que estão em situação de rua”.
Para a parlamentar, ao difundir discursos que criminalizam e estigmatizam pessoas em situação de rua, promove-se retrocesso social, contrariando o artigo 6º da Constituição Federal, que coloca a assistência social como direito fundamental. “Eles não estão interessados em acabar com a pobreza e sim interessados em exterminar o pobre. Vamos lutar para que a Constituição seja cumprida”, declarou.


















