Estudante da UFES é preso após ameaçar deputado Nikolas Ferreira no Espírito Santo

A Polícia Federal prendeu em flagrante, na quinta-feira (11/9), o estudante Adalto Gaigher Júnior, de 24 anos, suspeito de ameaçar de morte o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pelas redes sociais. A prisão ocorreu na casa dos pais do universitário, em Boa Esperança, no norte do Espírito Santo, e foi confirmada por diferentes veículos de imprensa.
Adalto é aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), no campus de São Mateus. De acordo com as investigações, ele vinha publicando mensagens ofensivas contra o parlamentar desde 2023, mas a situação ganhou gravidade após novas ameaças no dia 10 de setembro, em uma publicação sobre o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk. “Nikolas, eu vou te matar a tiros”, escreveu o estudante.
Ainda em julho, em resposta a um post sobre a primeira-dama Janja da Silva, Adalto afirmou: “Vou fazer o mesmo no seu velório”. Em 2023, já havia publicado outro comentário desejando a morte do deputado. Os registros foram apresentados por Nikolas à Polícia Federal, que instaurou inquérito e solicitou medidas cautelares.
A prisão foi acompanhada de busca domiciliar. O estudante foi levado à Delegacia da PF em São Mateus, onde permaneceu em silêncio durante o depoimento. Segundo a imprensa local, ele chorou no momento da autuação. A Polícia Federal informou que instaurou inquérito para apurar não apenas as ameaças confirmadas, mas também eventuais participações de terceiros.
Nas redes sociais, Nikolas Ferreira agradeceu a atuação da Polícia Federal e disse que as ameaças vinham se intensificando nos últimos meses. O deputado confirmou que pediu reforço em sua segurança pessoal, incluindo escolta policial, após os ataques e principalmente após a morte de Charlie Kirk, figura política ligada ao movimento conservador nos Estados Unidos.
A Universidade Federal do Espírito Santo publicou nota em que repudiou “manifestações de ódio e incitação à violência”, reforçando que denúncias formais devem ser encaminhadas à Ouvidoria para providências legais. A instituição destacou ainda que acompanha o caso para avaliar medidas administrativas cabíveis em relação ao aluno.
Com a lavratura do flagrante, o caso foi encaminhado à Justiça Federal, que deverá decidir sobre a manutenção da prisão e as medidas judiciais a serem aplicadas. Enquanto isso, a PF segue investigando possíveis conexões do estudante com outros grupos ou pessoas que possam ter incentivado os ataques virtuais contra o deputado.


















