Divinópolis

Preço de cesta básica em Divinópolis tem novo aumento (+1,18%) em janeiro 

Em janeiro de 2025, o custo médio da cesta básica de alimentos em Divinópolis foi de R$669,12 (seiscentos e sessenta e nove reais e doze centavos). Uma alta de 1,18% em relação a dezembro de 2024, quando o custo foi de R$661,35 (seiscentos e sessenta e um reais e trinta e cinco centavos). A comparação dos valores da cesta, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, mostrou uma alta de 10,4%. Já na comparação de 12 meses, ou seja, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025, o custo da cesta básica apresentou alta de 8,2%. Foi o que apontou a pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico-sociais (NEPES), da Faculdade Una Divinópolis. Cinco produtos que compõem a cesta básica tiveram alta nos preços médios e puxaram esse aumento: banana-prata (41,55%), café em pó (13,84%), tomate (7,60%), pão francês (2,14%) e manteiga (1,64%). No caso do café, os aumentos refletiram a oferta mundial restrita e a especulação do grão nas bolsas. Já para o tomate, o maior volume de chuvas reduziu a oferta e a qualidade do fruto, o que provocou a elevação de preço (Dieese, 2025).  De acordo com o organizador da pesquisa e professor na Faculdade Una Divinópolis, Wagner Almeida, no caso da carne bovina que representa o maior peso (40,7%) na composição da cesta básica de alimentos, houve uma redução de -1,65% no preço médio do quilo da carne em relação a dezembro/24. Foram pesquisados os cortes: chã de dentro e chã de fora. “Outros sete produtos apresentaram queda de preço: batata-inglesa (- 25,13%), óleo de soja (-8,35%), leite integral (-8,15%), farinha de trigo (-5,97%), feijão carioquinha (-5,21%), arroz (-1,95%) e açúcar (-1,73%)” acrescentou o docente.   

Sobre a pesquisa 

A pesquisa constante desta edição foi realizada entre os dias 23 e 29 de janeiro de 2025 com o levantamento de preços em 07 supermercados do município de Divinópolis, os quais possuem em sua estrutura açougue, padaria e hortifruti. Esta cesta, chamada Cesta Básica de Alimentos, composta por 13 produtos alimentícios, seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta, durante um mês, contendo quantidades balanceadas de todos os nutrientes necessários à manutenção da saúde.  

Em janeiro de 2025, com o aumento de 7,5% no salário mínimo, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média 47,7% do seu rendimento líquido, isto é, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, para adquirir os produtos da cesta básica. Em dezembro de 2024, com o salário mínimo de R$ 1.412,00, o trabalhador precisava usar 50,6% da renda líquida. 

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