Marketing de empresas em Divinópolis segue modelo antigo e ignora a força dos portais digitais

Editorial Portal G37
O mercado de comunicação em Divinópolis passa por uma mudança evidente no comportamento do público, mas parte das estratégias de marketing ainda não acompanha esse movimento. Enquanto o consumo de informação migra de forma acelerada para o ambiente digital, especialmente para portais de notícias, muitos planejamentos seguem concentrados quase exclusivamente em rádio e televisão.
Dados de audiência digital, mensurados por ferramentas como o Google Analytics, mostram que portais locais acumulam milhões de acessos mensais, com alto volume de visualizações, tempo de permanência e alcance regional ampliado. Ainda assim, esses números frequentemente não são considerados de forma proporcional nas decisões de investimento em mídia.
Na prática, isso cria um desalinhamento entre onde o público está e onde as marcas escolhem se comunicar. O resultado é uma presença menos eficiente e, em muitos casos, a perda de oportunidades de impacto direto com a audiência local, que hoje consome notícias majoritariamente por dispositivos móveis.
Além disso, persiste uma visão restrita de que visibilidade depende exclusivamente de investimento financeiro em mídia tradicional. Essa lógica reduz o marketing a uma operação baseada apenas em compra de espaço, desconsiderando estratégias de relacionamento, presença orgânica e construção de relevância ao longo do tempo.
Outro aspecto que chama atenção é a ausência de aproximação entre empresas e portais locais. Em muitos casos, setores de marketing sequer buscam diálogo para estabelecer parcerias, desenvolver projetos de conteúdo ou explorar formatos integrados de comunicação. A atuação se limita ao modelo transacional, sem considerar alternativas estratégicas mais amplas.
Esse comportamento limita o potencial das marcas. Em um ambiente em que a informação circula de forma contínua e digital, a construção de presença exige consistência, entendimento de audiência e uso inteligente dos canais disponíveis.
A evolução do marketing passa, necessariamente, pela leitura de dados e pela adaptação às novas dinâmicas de consumo. O ambiente digital deixou de ser complementar e passou a ocupar posição central na forma como as pessoas se informam e interagem com marcas e conteúdos.
Diante desse cenário, a ausência de revisão estratégica indica um descompasso entre planejamento e realidade. O mercado evolui, os canais se transformam e a audiência já consolidou novos hábitos. Cabe às estratégias acompanharem esse movimento com base em dados e análise, e não apenas em práticas já estabelecidas.





















