Divinópolis

Reforma Tributária já impacta empresas em 2026 e exige adaptação imediata do setor produtivo

Muito se falou sobre 2027 como o grande marco da Reforma Tributária Brasileira. Entretanto, para as empresas, em especial as indústrias, os efeitos práticos da transição já começaram em 2026. A implementação dos novos campos destinados ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nos documentos fiscais eletrônicos transformou o debate jurídico em uma demanda operacional imediata dentro das empresas.

No setor de eletrônicos e automação, onde margens, incentivos fiscais e gestão de créditos tributários possuem impacto direto na competitividade, a adaptação deixou de ser uma escolha estratégica para se tornar uma necessidade técnica.

Segundo o advogado Gabriel Azevedo, especialista em Direito Empresarial, muitas empresas ainda enxergam a reforma apenas sob a ótica da futura carga tributária, quando o maior risco atual está na estrutura operacional das organizações. Hoje, o principal desafio não é exatamente pagar mais ou menos imposto, mas garantir que os sistemas estejam corretamente parametrizados e que a empresa consiga mapear adequadamente seus créditos fiscais. A reforma cria uma lógica muito mais técnica de conformidade, e o erro operacional pode gerar prejuízos relevantes”, explica.

A introdução das alíquotas de teste do IBS (0,1%) e da CBS (0,9%) ainda possui caráter transitório e compensável com PIS e Cofins, mas já exige atualização de ERPs, revisão de processos internos e integração entre os setores fiscal, contábil e jurídico.

Em Minas Gerais, especialmente no Centro-Oeste do estado, outro fator amplia a necessidade de planejamento: a extinção gradual dos créditos presumidos de ICMS até 2032. Para especialistas, empresas que não iniciarem projeções financeiras e tributárias desde já poderão sofrer perda de margem ao longo da próxima década. “A transição será longa, mas as decisões estratégicas precisam começar agora. Muitas empresas ainda estão em estágio inicial de adequação e isso preocupa, porque a reforma prestigia empresas organizadas e pune inconsistências operacionais”, pontua Lucas Bernardes, pós-graduado em Direito Tributário pela PUC Minas.

O novo modelo tributário também reforça a importância da não cumulatividade plena, baseada na recuperação de créditos ao longo da cadeia produtiva. Na prática, isso exige rigor documental e controles internos mais sofisticados. “Quem tiver uma gestão eficiente de créditos fiscais terá vantagem competitiva importante nos próximos anos. O momento exige atuação conjunta entre jurídico tributário, controladoria e departamento fiscal”, destaca Azevedo.

O tema tem sido cada vez mais debatido entre empresários, principalmente diante das dúvidas sobre o impacto financeiro da reforma. Entre os questionamentos mais frequentes está se o empresário efetivamente pagará mais impostos ou apenas mudará a forma de recolhimento.

Para os especialistas, a resposta depende diretamente do nível de organização e planejamento da empresa. “Existem setores que podem ter aumento de carga e outros que tendem a ganhar eficiência tributária. Mas uma coisa é certa: empresas despreparadas terão mais dificuldade para aproveitar créditos, cumprir obrigações acessórias e manter competitividade”, avalia.

Além da atuação consultiva na área empresarial, o escritório Bernardes & Azevedo vem ampliando sua estrutura física e técnica. A banca, especializada em Direito Empresarial e com atuação preventiva e estratégica, passou recentemente a atender em novo endereço, em uma estrutura superior a 300 metros quadrados no Centro de Divinópolis.

O escritório também ampliou sua equipe jurídica, fortalecendo áreas como Direito Tributário Empresarial, Societário, Contratual, Recuperacional e Propriedade Intelectual. “Assim como as empresas precisam se estruturar para atender às novas exigências regulatórias e tributárias, os escritórios especializados também precisam ampliar sua capacidade técnica e estratégica para oferecer suporte adequado aos clientes”, afirma Lucas Bernardes.

Gabriel Azevedo destaca que o fortalecimento interno da banca acompanha a crescente complexidade do ambiente empresarial brasileiro. “O atual cenário tributário exige equipes multidisciplinares, atuação preventiva e aprofundamento técnico constante. A ampliação da estrutura e da equipe do escritório faz parte desse movimento de evolução e preparação para uma demanda cada vez mais especializada”, completa.

O Escritório Bernardes & Azevedo está localizado em novo endereço, na Avenida Divino Espírito Santo, nº 291, 4º andar, no Centro de Divinópolis.

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