Minas Gerais

Parabéns para os nossos queridos avós…

Neste final de semana comemoramos o dia dos avós e neste quesito fui muito feliz, mais pelas minhas avós que convivi muito e foram ótimas.

Mas minha avó materna foi um espetáculo de pessoa e guardo dela várias lembranças.

Minha avó se chamava Generosa Maria Conceição e após se casar Maria Rachid, teve uma história pitoresca e super interessante.

Nasceu em um lugarejo chamado Córrego do Soldado colado em Itaúna, filha de Maria Rosa e João José, teve mais três irmãos José (Bem), Severino e Laurentina, seu pai tinha um armazém de secos e molhados e era muito respeitado no lugarejo.

Generosa, como de costume da época já era prometida para um filho de fazendeiro da região e sua mãe já tinha este fato como favas contadas, mas o destino.

Eis que um belo dia apareceu um rapaz vindo de muito longe, com a pele morena, cabelo liso preto e um nariz acentuado, um libanês autêntico vindo direto de Bysur, Líbano um mascate viajante de primeira.

Maria tinha o gênio forte e desde pequena não era muito de aceitar os desmandos dos outros e aí que a coisa pegava kkk.

Quando conheceu meu avô que se chamava Melhen Mileib naturalizado como Alfredo Rachid soube que a sua vida iria mudar e não deu outra.

Alfredo mal sabia falar o português e escrever quase nada e Maria se prontificou a ensiná-lo e assim nasceu o grande amor.

Meu bisavô João José sacou o que estava acontecendo e como sua esposa Maria Rosa era totalmente contra, pois já tinha penhorado sua palavra com o filho do fazendeiro, tratou de dar um jeito e assim aconteceu.

Meu bisavô chamou sua filha Maria e o libanês Alfredo e fez um combinado iria com os dois até a igreja as 5 horas da manhã, com o padre contratado para o plano, e uma testemunha e casaria os dois e dali eles partiriam para a vida e serem felizes.

E assim aconteceu e meus avós partiram para serem felizes e foram.

Vida difícil, tiveram um filho em cada estado em que passaram kkk e batalharam para cria-los e não é que tudo deu certo.

Mas esta marca forte de um povo bravo e lutador, esses libaneses desorientados, tem mais haver com essa mulher brasileira do córrego do soldado que nunca fugiu da luta.

Tenho uma história de gratidão com esta minha avó Maria que em uma época da minha vida morei na sua casa, eu adolescente levado e aprendi muito com ela.

Meus avós em certa época da vida, passaram muito aperto financeiro, ela sempre uma mulher forte que inventava maneiras de ganhar um dinheiro, para ajudar meu avó criava uma horta para vender verduras e mais umas coisinhas para colocar na loja.

Um dia teve um pânico, uma crise nervosa e foi internada no Galba Veloso e meu avó ficou louco com a meninada toda para ser criada não sabia o que fazer.

Eis que apareceu um vizinho um senhor moreno que chegou e foi logo falando: Seu Alfredo a Dona Maria não é louca ela precisa aprender a rezar, se o senhor a tirar de lá eu a ensino e ela estará curada. Desta forma meu avô, tirou minha avó do hospital e a trouxe para casa.

A partir deste dia o vizinho a ensinou a rezar e minha avó se transformou em uma benzedeira de primeira.

Como morei com ela pedi que me ensinasse e foi logo me dizendo: Você foi o neto que me pediu para ensinar a rezar e tenho certeza que vai aprender.

E não é que deu certo, hoje adoro benzer crianças como ela fazia e sempre quando o faço sinto sua presença no meu lado. Obrigado minha querida Vovó Maria.

Parabéns queridos avós, que são pais com açúcar…

Amnysinho Rachid

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