VLI inaugura Estação de Memórias de Formiga na próxima quinta-feira (7)
Contar a história da ferrovia, que faz parte do patrimônio local, é o objetivo da iniciativa.

Para preservar a memória ferroviária, que faz parte do patrimônio material e imaterial de diversos municípios, e também criar espaços para que as novas gerações conheçam a história da ferrovia, a VLI – administradora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) –, em parceria com a AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs e a administração municipal de Formiga, no Centro-Oeste mineiro, inaugura na próxima quinta-feira (7), às 9h30, o Estação de Memórias de Formiga, cidade que está no Corredor Leste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A exposição, que terá visitação gratuita, está instalada na Casa do Engenheiro, localizada na Rua Alameda Francisco Chico Goião, s/n º, Formiga.
O Programa Estação de Memórias registra e difunde as memórias das pessoas sobre o passado, a partir de um processo de cocriação com as comunidades. Encontros e entrevistas identificam casos, lembranças e histórias de quem vivenciou o vai e vem dos trens. Esse conteúdo é transformado em espaços expositivos, montados na estação.
A gerente de Responsabilidade Social da VLI, Maria Clara Fernandes, ressalta que, ao resgatar e preservar a memória ferroviária, a companhia reforça o conceito de que, para pensar no futuro, é preciso valorizar o passado. “Preservar as histórias para a presente e futuras gerações faz parte do compromisso da companhia de deixar legado e compartilhar valor com a sociedade. A VLI se orgulha de estar em Formiga, bem como por fazer parte da história do município, profundamente entrelaçada à atividade ferroviária”, destaca.
História
A Estação de Memórias de Formiga é um espaço expositivo dedicado à memória ferroviária do município de Formiga. O objetivo é contar as histórias que rodeiam a ferrovia desde a inauguração da estação na cidade, em 1905. A ocupação do território antes da chegada do trem, a aceleração da urbanização trazida pelos trilhos, o trabalho dos ferroviários e a agitada vida cultural no entorno da Estação Ferroviária de Formiga são alguns dos temas abordados.
Para contar todas essas memórias ferroviárias, a expografia é composta por linha do tempo, jogo da memória, personagens inspirados em figuras locais, entrevistas em vídeo, objetos históricos, relatos de vida, entre outros elementos. O projeto expográfico parte da ocupação do território pelos povos indígenas, passando pela presença de quilombos na região e pela transformação do arraial em cidade até chegar na inauguração da Estação Ferroviária de Formiga, em 1905.
Algumas particularidades da história da ferrovia na cidade ganham destaque, como o saudoso Cine Glória, que ficava nas proximidades da estação. Figuras evocadas pelo imaginário popular local são homenageadas, como o telegrafista Claudinê dos Santos e o Buck Jones de Formiga, célebre fã de filmes de faroeste que andava caracterizado pelas ruas da cidade.
A expografia em Formiga, construída de forma colaborativa, incluiu a identificação de 292 fotografias, além de 15 objetos e documentos históricos. Ao todo, foram realizadas 15 entrevistas em áudio e três oficinas colaborativas, que contaram com a participação de quase 60 voluntários.
Segundo a coordenadora técnica do programa pela AIC, Gislaine Gonçalves, a chegada da ferrovia em 1905 transformou profundamente a cidade de Formiga, a ponto de ela ser chamada de ‘Princesa do Oeste’. “A estação tornou-se um ponto de encontro vibrante, onde a vida cultural florescia e as pessoas se reuniam para ver o trem passar. Registrar e compartilhar essas memórias é essencial, pois elas estão diretamente ligadas à história e à identidade local”, frisa.
A iniciativa faz parte do programa homônimo da VLI, realizado pela AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Formiga.
Documentário
O documentário “Memórias Ferroviárias”, queé uma coletânea de entrevistas realizadas nas cidades de Formiga e Araguari, na qual os entrevistados contam sua história com a ferrovia, especialmente com a linha da Estrada de Ferro Goiás – que, por alguns anos, conectou os dois municípios e seus ferroviários –, será exibido na próxima quarta-feira (6), às 10h, no Josues Cine, que fica na Rua General Carneiro, 239, Centro de Formiga. Os relatos e registros apresentam o impacto da passagem dos trilhos de ferro na vida dos moradores.
Balanço
Nos últimos anos, a VLI investiu mais de R$ 14 milhões na preservação da memória ferroviária. Em 2023, a companhia investiu mais de R$ 2,4 milhões no resgate da memória ferroviária, com um conjunto de ações de fortalecimento dos acervos de estações ferroviárias de importância histórica e de promoção da cultura das comunidades. Para este ano de 2024, serão investidos mais R$ 2,4 milhões no projeto. O investimento é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Em 2022, o programa chegou a Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e a Cachoeira, na Bahia. Além das estações inauguradas no ano passado em Carmo do Cajuru e Divinópolis, no Centro-Oeste Mineiro; Uberaba, Campos Altos, Araguari, no Triângulo Mineiro; Três Rios, no Rio de Janeiro. Neste ano, além de Formiga, Contagem, São João del-Rei e Tiradentes, em Minas Gerais, o projeto está previsto para ser implantado em Mateus Leme, Pedro Leopoldo e Santa Luzia, na RMBH; em Itaúna, no Centro-Oeste Mineiro; Aguaí, em São Paulo; e Alagoinhas, na Bahia.
Fonte: VLI
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