Divinópolis

Prefeitura de Divinópolis pega empréstimo de R$ 50 milhões com o Banco do Brasil para construção de ponte e intervenções de drenagem

A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), oficializou nesta sexta-feira (25/7) a assinatura do contrato de financiamento no valor de R$ 50 milhões com o Banco do Brasil. A operação representa um marco na história da administração pública municipal, viabilizando um pacote de obras estratégicas voltadas ao desenvolvimento urbano, à mobilidade e à infraestrutura da cidade.

Estiveram presentes na reunião de assinatura o prefeito Gleidson Azevedo; o secretário municipal de Fazenda, Gabriel Vivas; o secretário municipal de Obras Públicas e Planejamento, Paulo José da Silva; o secretário de Governo, Matheus Tavares; a diretora contábil da Prefeitura, Liliane Ribeiro; a gerente de controle financeiro da Prefeitura, Angélica Fernandes; a gerente geral do escritório Municípios MG Oeste do Banco do Brasil, Michelle Nietzsche Fogaça; a gerente de relacionamento do escritório Municípios Oeste do Banco do Brasil, Paula Cardoso; a representante da superintendência do Banco, Mylena Burlamaqui; o vereador e líder do Governo na Câmara, Ney Burguer; e os assessores Marcela Knupp e Carlos Franklin, que representaram o presidente da Câmara, vereador Israel da Farmácia.

Durante o encontro, o prefeito de Divinópolis enfatizou que o contrato com o Banco do Brasil representa não apenas a obtenção de recursos, mas uma conquista fruto de responsabilidade técnica e fiscal. Segundo ele, as intervenções financiadas irão transformar a mobilidade urbana da região do Hospital Regional, com destaque para a construção da nova ponte sobre o rio Itapecerica, ligando os bairros Realengo e Elizabeth Nogueira, além de um viaduto sobre a linha férrea. “Hoje, quem mora na região do Terra Azul e Isabel Nogueira enfrenta dificuldades para chegar ao hospital. Com essas obras, o acesso será muito mais rápido e seguro”, afirmou.

De acordo com o secretário de Obras Públicas e Planejamento, Paulo José da Silva, os recursos do financiamento serão investidos em obras de alto impacto, como pavimentação, drenagem e a ligação do complexo viário até a BR-494. “A proposta não é apenas construir uma ponte, mas garantir todo o entorno estruturado para o funcionamento adequado de uma área estratégica da cidade”, explicou.

Transparência durante o processo

Para chegar até a assinatura do contrato, a Prefeitura percorreu um caminho técnico criterioso, que teve início com a aprovação da lei autorizativa pela Câmara Municipal em dezembro de 2024. A partir disso, a Semfaz iniciou os trâmites com o Ministério da Fazenda, obtendo a nota A na avaliação da Capacidade de Pagamento (CAPAG), além do parecer favorável da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Esses fatores possibilitaram a contratação da linha de crédito com garantia da União, visando redução de juros aos cofres municipais.

O secretário de Fazenda, Gabriel Vivas, destacou o comprometimento da equipe técnica ao longo do processo: “Esse é um exemplo de como o planejamento responsável pode gerar resultados concretos. Todo o trâmite, que durou cerca de seis meses, foi conduzido com foco na segurança jurídica e na sustentabilidade fiscal do município”, afirmou.

Com a assinatura formalizada, a próxima etapa será a celebração do Contrato de Garantia com a União, que permitirá o início do desembolso financeiro. Após isso, será contratada a empresa responsável pela elaboração do projeto executivo das obras. 

A gerente geral do escritório Municípios MG Oeste do Banco do Brasil, Michelle Nietzsche Fogaça, destacou o empenho da equipe municipal em conduzir o processo com excelência e dentro dos critérios rigorosos exigidos pela operação com Garantia da União. “Poucos municípios no país conseguem cumprir todos os requisitos para acessar essa modalidade. Divinópolis é exemplo de organização, transparência e responsabilidade fiscal”, declarou.

Fogaça explicou ainda que a escolha pela operação com Garantia da União assegurou ao município condições financeiras muito mais vantajosas do que as disponíveis em contratos comuns. “A taxa de juros é mais baixa e o prazo é adequado à realidade do município. Essa é uma alternativa acessível apenas às cidades que mantêm um histórico fiscal equilibrado, como Divinópolis vem demonstrando nos últimos anos”, destacou.

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