Golpista é preso após aplicar fraudes que somam mais de R$ 300 mil em Divinópolis

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, um homem suspeito de comandar um esquema de estelionatos em série em Divinópolis. A ação integra a Operação Up Grade e incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de ativos financeiros ligados ao investigado.
As investigações apontam que o suspeito atuava de forma estruturada, oferecendo aparelhos eletrônicos e supostas oportunidades de investimento por meio de negociações fraudulentas. As vítimas eram induzidas a realizar pagamentos antecipados, com a promessa de entrega dos produtos ou retorno financeiro, o que não se concretizava. Após receber os valores, o investigado interrompia o contato ou apresentava justificativas para não cumprir o acordado.
Segundo a Polícia Civil, para dificultar o rastreamento do dinheiro, o suspeito utilizava contas bancárias de terceiros e máquinas de cartão registradas em nomes de familiares. Esse mecanismo permitia a circulação dos valores por diferentes contas, dificultando a identificação imediata da origem e do destino dos recursos.
Até o momento, 18 vítimas foram identificadas, sendo dez apenas nos primeiros meses de 2026. O prejuízo acumulado ultrapassa R$ 300 mil, conforme apurado nos inquéritos que integram a investigação. A polícia também trabalha com a possibilidade de que esse número seja maior, já que outras vítimas podem ainda não ter formalizado denúncia.
As apurações indicam que o esquema vinha sendo executado de forma contínua desde 2023, com repetição do mesmo padrão de atuação. A estratégia utilizada pelo investigado consistia em manter a credibilidade inicial junto às vítimas, utilizando linguagem convincente e, em alguns casos, simulando operações legítimas para gerar confiança.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos, que passarão por análise técnica. O objetivo é identificar possíveis coautores, mapear a movimentação financeira e aprofundar a compreensão do funcionamento do esquema.
A Justiça determinou o bloqueio de valores vinculados ao investigado, com o objetivo de viabilizar o ressarcimento das vítimas. A medida busca impedir a dissipação dos recursos e garantir a possibilidade de recuperação dos prejuízos causados.
O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com foco na identificação de outros envolvidos e na ampliação do número de vítimas atingidas pelo esquema.


















