Homem toma filho de um ano à força, empurra menina para fora do carro e obriga ex-companheira a viajar até Divinópolis

Um homem de 26 anos foi detido após tomar à força o filho de um ano, empurrar uma menina de sete anos para fora de um veículo e obrigar a ex-companheira, de 27 anos, a viajar de Sete Lagoas até Divinópolis. A ocorrência começou na noite de domingo (26), durante uma cerimônia de casamento, e terminou na madrugada de segunda-feira (27), em uma propriedade localizada na zona rural de Divinópolis.
A mulher estava em Sete Lagoas para participar do casamento da irmã. Ela compareceu à celebração acompanhada dos dois filhos: uma menina de sete anos e um bebê de um ano, que também é filho do suspeito.
Durante a noite, o homem chegou ao local acompanhado da mãe e do padrasto. As circunstâncias anteriores à chegada do grupo não foram detalhadas, mas o registro da ocorrência indica que o suspeito iniciou uma discussão e tomou o bebê à força.
Em seguida, ele obrigou a ex-companheira a entrar no veículo. A mulher relatou posteriormente que não aceitou acompanhá-lo por vontade própria e que entrou no carro por medo de ser separada do filho de um ano.
Antes de deixar Sete Lagoas, o suspeito impediu que a filha mais velha da mulher embarcasse no automóvel. Conforme as informações registradas pelas autoridades, ele empurrou a menina de sete anos para fora do veículo.
A criança permaneceu em Sete Lagoas enquanto o homem deixou a cidade com a ex-companheira e o bebê. Não foram divulgados detalhes sobre quem ficou responsável pela menina após a saída do veículo.
O automóvel seguiu em direção à região Centro-Oeste de Minas Gerais. Após o desaparecimento da mulher e do bebê, as forças de segurança iniciaram as buscas ainda no domingo.
A vítima e o suspeito foram encontrados durante a madrugada de segunda-feira em uma propriedade ligada ao homem, situada na zona rural de Divinópolis. O endereço exato do imóvel não foi divulgado.
Durante a abordagem, o suspeito afirmou que a mulher teria entrado no carro por vontade própria e que teria aceitado viajar com ele até Divinópolis.
A versão apresentada pelo homem foi contestada pela vítima. Ela declarou aos policiais que somente entrou no veículo porque temia ficar separada do filho e não sabia o que poderia acontecer com a criança.
A mulher também informou que havia deixado Divinópolis anteriormente com os dois filhos por temer pela própria segurança. As razões específicas que levaram a vítima a sair da cidade não foram divulgadas.
O bebê de um ano não estava no imóvel onde a mulher e o suspeito foram localizados. Durante as diligências, os policiais descobriram que a criança havia sido levada para a residência dos avós paternos.
A casa fica no município de Pedra do Indaiá, também na região Centro-Oeste de Minas Gerais. As circunstâncias do deslocamento do bebê de Divinópolis até a residência dos familiares ainda deverão ser esclarecidas.
Após ser localizado, o bebê foi retirado da casa dos avós paternos e devolvido aos cuidados da mãe. As informações disponíveis indicam que a criança foi encontrada em segurança.
Também não foram divulgadas informações sobre ferimentos no bebê, na mulher ou na menina de sete anos. A condição das vítimas deverá fazer parte dos registros e dos depoimentos analisados durante a investigação.
O homem foi conduzido para a delegacia da Polícia Civil em Divinópolis. Ele prestou depoimento ainda na segunda-feira, após a realização dos procedimentos relacionados à ocorrência.
Apesar de ter sido detido, o suspeito foi liberado depois de ser ouvido. As autoridades não informaram quais critérios jurídicos motivaram a liberação após o registro do caso.
A ocorrência foi analisada pela Central Estadual do Plantão Digital. O procedimento permite que autoridades policiais avaliem os registros, os depoimentos e as circunstâncias iniciais de casos atendidos durante os plantões.
A Polícia Civil informou que a investigação continua. A apuração deverá esclarecer como ocorreu a retirada da mulher e das crianças do casamento, qual foi a participação das pessoas que acompanhavam o suspeito e quais fatos ocorreram durante o trajeto.
Os investigadores também deverão analisar a informação de que o homem tomou o bebê à força e obrigou a ex-companheira a entrar no veículo. O relato sobre a menina de sete anos, que teria sido empurrada para fora do carro, também deverá ser apurado.
Outro ponto da investigação será a permanência da mulher na propriedade rural de Divinópolis. A polícia deverá verificar se ela teve liberdade para sair do imóvel ou pedir ajuda durante o período em que permaneceu no local.
A transferência do bebê para a casa dos avós paternos, em Pedra do Indaiá, também deverá ser esclarecida. As autoridades ainda não informaram quem levou a criança ao município ou em qual momento isso ocorreu.
Os depoimentos da vítima, do investigado e das demais pessoas envolvidas deverão ser comparados com o boletim de ocorrência e com outros elementos reunidos durante as diligências.
A Polícia Civil poderá ouvir familiares que estavam no casamento, pessoas que presenciaram a saída do veículo e os parentes que permaneceram com o bebê em Pedra do Indaiá.
Não foi informado se a mulher possuía medida protetiva contra o suspeito ou se havia registros anteriores relacionados a violência doméstica, ameaça ou conflito envolvendo o casal.
Também não foi divulgado se a Justiça será acionada para analisar novos pedidos de prisão, medidas protetivas ou restrições de contato entre o investigado e as vítimas.
A definição dos crimes que poderão ser atribuídos ao homem dependerá da conclusão da investigação e da análise das provas reunidas. As circunstâncias do caso continuam sendo apuradas para eventual responsabilização criminal.






















