Polícia

Mulher de 21 anos é morta a socos e chutes após ir buscar filha na casa do ex-companheiro na Grande BH

Uma jovem de 21 anos morreu após ser agredida na noite desta segunda-feira, 7 de setembro, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ana Beatryz Gomes dos Santos havia ido até a casa do ex-companheiro, de 24 anos, para buscar a filha de 1 ano que os dois tinham em comum. A vítima foi encontrada caída dentro do imóvel, no bairro Xangri-Lá, em Justinópolis. O homem apontado como suspeito deixou o local e ainda era procurado pela polícia.

Segundo as informações registradas na ocorrência, Ana e o ex-companheiro mantiveram um relacionamento por aproximadamente quatro anos e estavam separados havia cerca de três meses. Familiares relataram que os dois tinham histórico de desentendimentos relacionados ao fim da relação e também à guarda da criança.

Na segunda-feira, Ana foi até a residência do ex-companheiro para buscar a filha. Um funcionário de uma distribuidora ligada à família da jovem levou a vítima até o endereço e permaneceu aguardando do lado de fora durante aproximadamente 20 minutos.

Como Ana demorava a retornar, o homem entrou em contato com uma tia da jovem. Segundo o relato apresentado à polícia, ele recebeu a orientação para voltar ao trabalho, pois um motorista de aplicativo seria chamado posteriormente para buscar Ana.

O funcionário relatou ainda que, durante o período em que permaneceu nas proximidades da residência, não percebeu sinais que indicassem uma briga. A situação somente foi descoberta algum tempo depois, quando familiares do suspeito verificaram o que havia acontecido dentro do imóvel.

Um primo do homem de 24 anos contou que ouviu uma discussão na residência. Segundo o relato, como o casal já tinha apresentado episódios anteriores de desentendimento, ele não foi imediatamente até o local para verificar a situação.

Depois que os sons da discussão cessaram e a residência ficou em silêncio, o familiar decidiu entrar no imóvel. Ana foi encontrada caída no chão, enquanto o ex-companheiro já não estava mais na casa.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para prestar socorro. A equipe constatou que a jovem apresentava diversos ferimentos e confirmou a morte ainda no local.

A Polícia Militar também foi chamada e iniciou os levantamentos sobre a ocorrência e as buscas pelo suspeito. Até a última atualização, o homem de 24 anos não havia sido localizado.

A perícia técnica da Polícia Civil esteve na residência para realizar os primeiros exames. A análise preliminar apontou que a morte estaria relacionada a lesões na cabeça compatíveis com agressões provocadas por socos e chutes.

Nenhum objeto que pudesse ter sido utilizado para causar os ferimentos foi encontrado durante os levantamentos iniciais. A dinâmica completa da agressão deverá ser esclarecida pela investigação e pelos exames realizados no corpo da vítima.

Ana e o ex-companheiro eram pais de uma menina de 1 ano. Segundo os relatos reunidos durante a ocorrência, a criança permanecia com os dois em períodos alternados, e a jovem havia ido ao endereço justamente para buscá-la.

Familiares relataram que os conflitos entre o ex-casal continuaram mesmo depois do término do relacionamento. Entre os pontos de desentendimento estavam questões relacionadas à separação e à convivência com a filha.

A Polícia Civil ficará responsável pela investigação. Depoimentos de familiares, pessoas que estiveram no endereço e outros elementos reunidos durante a perícia deverão ser utilizados para esclarecer a sequência dos acontecimentos.

Também deverá ser apurado em que momento a agressão começou, quanto tempo Ana permaneceu dentro da residência e as circunstâncias da saída do suspeito após o crime.

O corpo da jovem foi encaminhado para os procedimentos periciais. Os exames deverão apontar oficialmente a causa da morte e detalhar a natureza das lesões encontradas.

As forças de segurança continuavam procurando o ex-companheiro de Ana após a ocorrência. Até a última atualização, não havia informação sobre prisão ou apresentação voluntária do suspeito.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá reunir os resultados dos exames periciais, depoimentos e demais elementos para definir as circunstâncias da morte e as responsabilidades relacionadas ao crime.

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