Menina de 10 anos revela abusos do padrasto em carta e polícia investiga caso

Uma menina de 10 anos denunciou à mãe, por meio de uma carta escrita à mão, supostos abusos cometidos pelo padrasto, de 31 anos, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu no bairro Palmital e passou a ser investigado pela Polícia Civil depois que a mãe da criança procurou as autoridades. Segundo as informações registradas, a menina relatou que os episódios teriam começado quando ela tinha 8 anos.
Na carta entregue à mãe, de 33 anos, a criança descreveu situações que atribuiu ao padrasto e explicou que não havia contado anteriormente porque acreditava que a mãe era feliz no relacionamento. Em um dos trechos, a menina escreveu que estava “cansada disso”. A mulher mantinha relacionamento com o homem havia aproximadamente cinco anos.
Depois de receber a carta, a mãe decidiu reposicionar uma câmera de segurança que ficava na garagem da residência e instalou o equipamento na sala. A intenção era registrar possíveis conversas relacionadas ao relato feito pela filha. Posteriormente, a câmera captou um diálogo entre o homem e a criança.
Durante a conversa registrada pelo equipamento, o padrasto teria perguntado à menina se ela havia contado à mãe sobre os fatos relatados. O conteúdo da gravação foi apresentado durante o registro da ocorrência e passou a integrar os elementos considerados na apuração do caso.
Após obter a gravação, a mãe acionou a Polícia Militar. O homem de 31 anos foi localizado e conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Ele negou as acusações e afirmou aos policiais que tratava a menina como filha. Depois dos procedimentos realizados na unidade policial, o homem foi liberado.
A menina foi encaminhada ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens, em Belo Horizonte, para atendimento. A mãe também foi ouvida pelas autoridades durante os procedimentos relacionados ao caso.
A investigação ficou sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santa Luzia. Entre as medidas adotadas está um pedido de medida protetiva em favor da criança.
As diligências continuam para esclarecer as circunstâncias relatadas pela menina e reunir os elementos necessários para a investigação. Até o momento, não foi divulgada informação sobre prisão preventiva do suspeito.
O caso segue em apuração pela Polícia Civil. A identidade da criança é preservada em razão da idade e da natureza da ocorrência.








