Polícia

PCMG conclui inquérito e indicia quatro por homicídio qualificado

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que apurava a morte de um homem de 24 anos, ocorrido na cidade de Verdelândia, região Norte do estado, em 2 de novembro do ano passado. Em decorrência das investigações, quatro pessoas foram indiciadas e presas por homicídio qualificado.

Entenda o caso

O trabalho investigado foi conduzido pela Delegacia de Homicídios em Janaúba. Conforme apurado pela equipe policial, dois dias antes do homicídio, durante a madrugada, um homem entrou em uma padaria, onde também residia um casal, e furtou dinheiro e dois aparelhos celulares. As vítimas dormiam nuas e não acordaram com a invasão.

Conforme a delegada responsável pela investigação, Glênia Balieira Torres Aquino, apurou-se que a vítima do furto, um homem de 41 anos, no dia seguinte, ao perceber o que havia acontecido, começou a interrogar várias pessoas envolvidas na criminalidade no município, procurando descobrir quem teria sido o autor do furto em sua residência e visto o casal nu.

Ao descobrir a identidade de quem havia furtado a residência, o homem contratou indivíduos e encomendou a morte do autor da subtração, combinando com os três – dois que ele interpelou sobre o furto e pediu para apurar quem teria sido o responsável e outro que havia receptado o celular levado do imóvel – para que executassem o possível autor do furto.

Dinâmica

Um dos homens forneceu a arma do crime, e o mandante as munições. Os outros dois foram até a residência do alvo do homicídio e, pela janela do quarto de casal, um dos rapazes atirou na cabeça da vítima enquanto ela dormia.

Ainda segundo a delegada, o suspeito de ser mandante, que já foi vereador na cidade, ficou aguardando que os executores lhe avisassem quando o serviço estivesse feito. Ao receber a ligação de um dos comparsas, dizendo que haviam matado a vítima, o homem foi até o local onde os executores estavam escondidos, de bicicleta, com uma espingarda nas costas, e levou para eles várias latas de cerveja para que pudessem comemorar o crime. Ele ainda pagou aos envolvidos valores em dinheiro pelo homicídio.

Investigação

Glênia Aquino ressalta que a investigação foi complexa, sendo necessário desencadear diversas diligências policiais até a conclusão do inquérito. Durante as apurações, três dos investigados pela execução foram presos em flagrante por tráfico de drogas e o suspeito de ser o mandante foi preso por posse ilegal de arma de fogo – a espingarda que ele carregou nas costas na noite do crime. Houve ainda a prisão em flagrante da companheira da vítima do homicídio por receptação de um dos celulares furtados, encontrado em posse dela.

Além disso, houve o cumprimento de mandados de prisão temporária e, ao final das investigações, todos os quatro investigados foram indiciados por homicídio qualificado e tiveram suas prisões convertidas em preventiva, estando presos, à disposição da Justiça.

Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais

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