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Infarto: Entenda como acontece, como prevenir e quais exames podem salvar vidas

O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido apenas como infarto, é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Ele acontece quando uma das artérias coronárias, responsáveis por levar sangue e oxigênio ao músculo cardíaco, sofre uma obstrução parcial ou total. Sem oxigênio suficiente, as células do coração começam a morrer, provocando uma lesão que pode ser permanente. O atendimento rápido é fundamental, pois cada minuto pode representar uma maior área do coração comprometida.

Na maioria das vezes, o infarto é consequência da aterosclerose, um processo silencioso que ocorre ao longo dos anos. Nesse quadro, placas de gordura, colesterol, cálcio e substâncias inflamatórias se acumulam nas paredes das artérias. Quando uma dessas placas se rompe, forma-se um coágulo que pode bloquear a passagem do sangue. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo, tabagismo, estresse crônico, histórico familiar de doença cardíaca e envelhecimento.

Os sintomas mais comuns incluem dor ou pressão no peito, sensação de aperto, queimação ou peso no tórax, podendo irradiar para braços, costas, mandíbula ou pescoço. Também podem ocorrer falta de ar, suor frio, tontura, náuseas, vômitos e sensação de desmaio. Entretanto, mulheres, idosos e diabéticos podem apresentar sintomas menos típicos, como cansaço intenso, desconforto abdominal, falta de ar ou mal-estar generalizado, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico precoce.

A prevenção do infarto depende principalmente da adoção de hábitos saudáveis. Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, fibras, grãos integrais e proteínas magras, associada à redução do consumo de alimentos ultraprocessados, gorduras saturadas e excesso de sal, contribui para a saúde cardiovascular. O abandono do cigarro, o controle do peso corporal e o acompanhamento médico regular também fazem parte das medidas mais importantes para reduzir o risco.

A atividade física regular é considerada um dos pilares da prevenção cardiovascular. Exercícios como caminhada, corrida, ciclismo, natação e musculação ajudam a controlar a pressão arterial, melhorar os níveis de colesterol, reduzir a glicemia, combater a obesidade e fortalecer o coração. A recomendação da maioria das entidades médicas é a prática de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, sempre respeitando as condições clínicas de cada pessoa.

O estresse emocional também tem papel importante nas doenças cardíacas. A exposição prolongada à ansiedade, preocupações constantes, insônia e excesso de tensão favorece o aumento da pressão arterial e da inflamação vascular. Por isso, o acompanhamento psicológico, técnicas de relaxamento, meditação, terapia e a manutenção de uma boa qualidade de vida podem contribuir significativamente para a prevenção do infarto.

Entre os exames básicos para avaliação cardiovascular estão a aferição da pressão arterial, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol total, colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos. Esses exames permitem identificar fatores de risco importantes que podem ser tratados antes do aparecimento de sintomas ou complicações.

Uma avaliação laboratorial mais completa inclui marcadores inflamatórios, como a Proteína C Reativa Ultrassensível (PCR-us), que pode detectar inflamações silenciosas nas artérias e auxiliar na estratificação do risco cardiovascular. Outro exame relevante é a dosagem da homocisteína, substância que, quando elevada, pode aumentar o risco de lesões nos vasos sanguíneos. A lipoproteína(a), conhecida como Lp(a), também é um importante marcador genético associado ao desenvolvimento precoce da aterosclerose e do infarto.

As apolipoproteínas A1 e B representam uma avaliação mais detalhada das partículas de colesterol circulantes. A Apo B está relacionada às partículas mais aterogênicas, enquanto a Apo A1 está associada ao colesterol protetor. A relação entre essas proteínas pode fornecer informações ainda mais precisas sobre o risco cardiovascular de cada indivíduo.

A avaliação vitamínica também pode contribuir para uma análise global da saúde cardiovascular. A dosagem de vitamina D tem sido cada vez mais estudada por sua relação com processos inflamatórios, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Além disso, a investigação dos níveis de vitamina B12, vitamina B6 e ácido fólico pode ser útil, especialmente em pacientes com alterações da homocisteína ou suspeita de deficiência nutricional.

O hemograma completo continua sendo um exame fundamental. Ele permite avaliar glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, auxiliando na identificação de anemias, infecções, processos inflamatórios e alterações da coagulação. As plaquetas merecem atenção especial por participarem diretamente da formação de trombos que podem obstruir as artérias coronárias.

Os exames de função renal, como ureia, creatinina e taxa de filtração glomerular, são extremamente importantes porque doenças renais aumentam significativamente o risco cardiovascular. Já os exames de função hepática ajudam a monitorar o metabolismo das gorduras e a segurança de medicamentos frequentemente utilizados na prevenção das doenças cardíacas.

A avaliação hormonal também pode fazer parte de uma investigação mais abrangente. Exames como TSH e T4 livre ajudam a identificar alterações da tireoide que podem influenciar diretamente a pressão arterial, o colesterol, a frequência cardíaca e o metabolismo. Em alguns casos, exames genéticos específicos podem ser solicitados para pessoas com forte histórico familiar de infarto precoce.

Quando há suspeita de doença cardíaca estabelecida, exames complementares tornam-se fundamentais. O eletrocardiograma avalia a atividade elétrica do coração e pode identificar alterações sugestivas de isquemia ou infarto. O teste ergométrico, realizado durante esforço físico, avalia o comportamento cardiovascular durante exercícios. Já o ecocardiograma permite analisar a anatomia e o funcionamento do coração em tempo real.

Métodos mais modernos, como o escore de cálcio coronariano e a angiotomografia das coronárias, conseguem identificar placas de gordura antes mesmo do surgimento dos sintomas. Esses exames têm sido cada vez mais utilizados para detectar precocemente pessoas com alto risco cardiovascular e orientar medidas preventivas mais eficazes.

Durante um infarto, exames específicos ajudam a confirmar o diagnóstico. O principal deles é a troponina, considerada atualmente o marcador mais sensível para identificar lesão do músculo cardíaco. Outros marcadores, como CK-MB e mioglobina, também podem ser utilizados em determinadas situações clínicas.

Após um infarto, a reabilitação cardíaca torna-se uma das etapas mais importantes do tratamento. Nesse contexto, a fisioterapia cardiovascular desempenha papel fundamental na recuperação da capacidade física, melhora do condicionamento, fortalecimento muscular e redução do risco de novos eventos cardíacos. Associada ao acompanhamento médico, nutricional e psicológico, a reabilitação permite que muitos pacientes retomem suas atividades com segurança e qualidade de vida.

Os avanços da medicina têm mostrado que o infarto não deve ser combatido apenas quando ocorre, mas principalmente antes que aconteça. A combinação entre exames laboratoriais, exames de imagem, controle dos fatores de risco, atividade física regular, alimentação adequada, redução do estresse e acompanhamento médico periódico representa hoje a estratégia mais eficaz para proteger o coração. Quanto mais precoce for a identificação dos riscos, maiores serão as chances de evitar um infarto e garantir uma vida mais longa, saudável e ativa.

A person wearing glasses and a white lab coat, taking a selfie in a well-lit room with minimalistic decor.

Ft. Ronner Miranda


Fisioterapia Clínica e Domiciliar
Especialista em Traumato Ortpedia e Terapia Manual
Especialista em Respiratória e Cardiovascular
Especialista em Neurofuncional
MBA em Gestão Hospitalar

Tel/Watts; (37) 99905-3770

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