Polícia

PRF apreende 600 quilos de pólvora clandestina em caminhão na BR-262 e prende motorista

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu aproximadamente 600 quilos de pólvora transportados clandestinamente em um caminhão na noite desta sexta-feira, 10 de julho de 2026, na BR-262, em Bom Despacho, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. O material explosivo estava escondido no compartimento de carga do veículo e era transportado sem documentação fiscal ou autorização do Exército Brasileiro.

A apreensão ocorreu durante uma fiscalização realizada por uma equipe da PRF na rodovia. Os policiais abordaram um caminhão Volkswagen e perceberam que o motorista, de 31 anos, demonstrava nervosismo durante a conversa. Ele também teria apresentado versões contraditórias sobre o motivo da viagem, o local de origem e o destino da carga.

Diante das inconsistências nas informações fornecidas pelo caminhoneiro, os agentes decidiram realizar uma fiscalização detalhada no veículo. Durante a busca no baú do caminhão, foram localizadas 40 caixas contendo aproximadamente 14 mil recipientes individuais com pólvora. O peso total da carga foi estimado em cerca de 600 quilos.

Segundo as informações da ocorrência, o motorista admitiu que havia buscado o material em Santo Antônio do Monte, município conhecido pela produção de fogos de artifício, e que transportaria a carga até a região Nordeste do país. O destino exato e a pessoa que receberia o material não foram divulgados.

O condutor não apresentou notas fiscais referentes à carga nem a Guia de Tráfego expedida pelo Exército Brasileiro, documento obrigatório para o transporte regular de produtos controlados e substâncias explosivas. A ausência das autorizações confirmou que o material era transportado de maneira clandestina e fora das normas de segurança.

Técnicos do Exército Brasileiro foram consultados durante a ocorrência e analisaram as informações referentes aos produtos apreendidos. Conforme a avaliação, a pólvora não possuía identificação do fabricante, registro de origem ou indicação de data de fabricação e validade, o que aumentava o risco de instabilidade durante o transporte e o armazenamento.

Devido à quantidade apreendida e ao risco imediato de explosão, especialmente por se tratar de um material sem procedência e transportado em uma rodovia movimentada, foi determinada a destruição urgente da pólvora. O deslocamento da carga exigiu cuidados especiais para impedir qualquer situação que pudesse provocar uma explosão ou colocar motoristas e equipes de segurança em perigo.

Como medida provisória, o material foi escoltado até uma empresa especializada na fabricação e no armazenamento de fogos de artifício na região. A empresa ficou responsável por manter a carga sob segurança, na condição de fiel depositária, até que seja realizada a incineração oficial seguindo os procedimentos determinados pelas autoridades competentes.

O motorista foi preso em flagrante pelo transporte ilegal de substância explosiva. Após os procedimentos realizados no local da fiscalização, ele foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Bom Despacho, onde a ocorrência foi apresentada para as demais providências legais.

Além dos aproximadamente 600 quilos de pólvora, o caminhão utilizado no transporte e um telefone celular pertencente ao condutor também foram apreendidos. O aparelho poderá ser analisado durante as investigações para identificar os responsáveis pelo envio e recebimento da carga, além de outras pessoas que possam estar envolvidas no transporte clandestino.

A apreensão evitou que uma grande quantidade de material explosivo continuasse sendo transportada sem qualquer controle técnico ou medida adequada de segurança. Produtos como pólvora exigem condições específicas de fabricação, acondicionamento, transporte e armazenamento, uma vez que impactos, calor, atrito ou outras situações podem provocar acidentes graves.

As investigações devem buscar esclarecer a origem exata da pólvora, quem produziu e embalou o material, quem contratou o transporte e qual seria o destino final da carga na região Nordeste. O caso seguirá sob responsabilidade das autoridades policiais e dos órgãos responsáveis pelo controle de produtos explosivos.

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