Polícia

Vereador de Carmo do Cajuru é preso após ameaçar ex-companheira de morte durante uma festa junina no distrito de São José dos Salgados

O vereador de Carmo do Cajuru João Cláudio Madureira Lacerda, de 48 anos, conhecido como Cacá, foi preso na noite de sexta-feira, 10 de julho de 2026, após uma ocorrência envolvendo ameaças contra a ex-companheira durante uma festa junina realizada na Praça São José, no distrito de São José dos Salgados.

De acordo com as informações apuradas sobre o caso, a mulher relatou que está em processo de separação e que o vereador teria se aproximado dela durante o evento em estado de alteração. Segundo a vítima, Cacá teria ordenado que ela deixasse a festa e afirmado que, caso permanecesse no local, seria esfaqueada.

A ex-companheira também teria informado aos policiais que episódios de ameaça já haviam ocorrido anteriormente. Após a aproximação, o parlamentar teria seguido a mulher pelo espaço onde acontecia a festa, aumentando a tensão entre os participantes e levando pessoas próximas a intervir para protegê-la.

Durante a tentativa de afastar o vereador da ex-companheira, algumas pessoas também teriam sido ameaçadas e agredidas. A movimentação chamou a atenção de outros participantes da festa, e a Polícia Militar foi acionada para controlar a situação e garantir a segurança dos envolvidos.

Com a chegada da equipe policial, os militares colheram os relatos iniciais, identificaram os envolvidos e deram voz de prisão ao vereador. Cacá foi retirado do evento e encaminhado para Divinópolis, onde seriam realizados os procedimentos relacionados à ocorrência.

Inicialmente, o parlamentar foi levado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil em Divinópolis. No entanto, a unidade estava sem energia elétrica, o que impediu a realização imediata dos procedimentos no local.

Diante da falta de energia na delegacia, o vereador foi encaminhado para a sede da 53ª Companhia da Polícia Militar, localizada na Rua Pernambuco, onde prestou depoimento durante a madrugada de sábado, 11 de julho.

Em sua versão, Cacá teria confirmado que houve um desentendimento, mas negado que tenha ameaçado a ex-companheira de morte. O vereador afirmou que teria se aproximado da mulher com o objetivo de conversar e tentar reatar o relacionamento.

A Polícia Civil deverá ouvir novamente a vítima, o vereador, as pessoas que intervieram na situação e outras testemunhas que estavam na festa. A investigação buscará esclarecer a sequência dos acontecimentos, as ameaças relatadas e as supostas agressões contra terceiros.

Também poderão ser analisados vídeos, fotografias, mensagens e outros registros que ajudem a confirmar a dinâmica da ocorrência. Por ter acontecido em um evento público, a polícia poderá contar com diversos relatos e imagens produzidas por pessoas que estavam no local.

Até a última atualização, não havia informação oficial detalhada sobre eventual autuação em flagrante, manutenção da prisão, concessão de liberdade ou imposição de medidas cautelares contra o vereador.

Também não havia confirmação pública sobre a existência de medida protetiva vigente contra o parlamentar no momento do episódio. A eventual concessão de uma ordem de afastamento, proibição de aproximação ou impedimento de contato dependerá da análise das autoridades responsáveis.

A Câmara Municipal de Carmo do Cajuru informou que acompanha o caso e aguarda o avanço da apuração. O Legislativo poderá analisar possíveis providências administrativas ou regimentais após o recebimento de documentos oficiais relacionados à ocorrência.

Até o momento, não foi anunciada decisão de afastamento, suspensão ou abertura de procedimento disciplinar contra Cacá. Qualquer medida interna deverá observar o regimento da Câmara, o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.

O episódio ganhou forte repercussão em Carmo do Cajuru por envolver um representante eleito e ter ocorrido durante uma festa pública acompanhada por moradores e famílias da comunidade.

As pessoas que afirmam ter sido ameaçadas ou agredidas enquanto tentavam proteger a mulher também poderão prestar depoimento. A investigação deverá verificar se houve lesões e quais condutas poderão ser atribuídas ao vereador.

A ex-companheira poderá receber orientações sobre os mecanismos de proteção previstos na legislação de combate à violência doméstica. A definição das medidas dependerá do relato da vítima, da avaliação do risco e das decisões das autoridades competentes.

O caso permanece sob apuração. A responsabilização criminal dependerá da análise das provas, da conclusão da investigação e de eventual decisão da Justiça.

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