Cleitinho lidera disputa ao governo de Minas Gerais em todos os cenários, aponta pesquisa Quaest

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, aponta que o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, lidera todos os cenários testados para o governo de Minas Gerais. O levantamento foi realizado pelo instituto Genial/Quaest entre os dias 22 e 26 de abril, com entrevistas presenciais em diversas regiões do estado.
Ao todo, foram ouvidas 1.482 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
No cenário principal de primeiro turno, que considera dez nomes na disputa, Cleitinho aparece na frente com 30% das intenções de voto. Em seguida está o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, com 14%, seguido pelo senador Rodrigo Pacheco, com 8%.
Outros candidatos aparecem com índices menores, como o atual governador Mateus Simões e o influenciador Ben Mendes, ambos com 4%. Na sequência, Maria da Consolação tem 3%, enquanto Flávio Roscoe e Gabriel Azevedo registram 2% cada. Rafael Duda e Túlio Lopes não pontuaram.
Veja abaixo a distribuição completa das intenções de voto no primeiro cenário:
| Candidato | Partido | Intenção de voto |
|---|---|---|
| Cleitinho Azevedo | Republicanos | 30% |
| Alexandre Kalil | PDT | 14% |
| Rodrigo Pacheco | PSB | 8% |
| Mateus Simões | PSD | 4% |
| Ben Mendes | Missão | 4% |
| Maria da Consolação | PSOL | 3% |
| Flávio Roscoe | PL | 2% |
| Gabriel Azevedo | MDB | 2% |
| Rafael Duda | PSTU | 0% |
| Túlio Lopes | PCB | 0% |
| Indecisos | — | 13% |
| Brancos/Nulos/Não votam | — | 20% |
Em cenários alternativos, sem alguns dos principais candidatos, o senador mantém a liderança e amplia a vantagem. Quando Alexandre Kalil e Flávio Roscoe não são considerados, Cleitinho sobe para 35%, enquanto Rodrigo Pacheco aparece com 11%.
Já em uma simulação sem Rodrigo Pacheco, Cleitinho atinge 37% das intenções, com Alexandre Kalil na segunda posição, com 16%.
Por outro lado, quando o levantamento exclui o nome de Cleitinho, Alexandre Kalil assume a liderança com 18%, seguido por Rodrigo Pacheco, que marca 12%.
Nos cenários de segundo turno, o senador também aparece à frente em todas as combinações testadas, com índices superiores a 43%, de acordo com os dados divulgados pelo instituto.
A pesquisa também mostra que 38% dos eleitores afirmam já ter definido o voto, enquanto 60% ainda podem mudar de escolha até o período eleitoral.
Outro ponto analisado foi o nível de conhecimento dos candidatos. Alexandre Kalil é o nome mais conhecido entre os eleitores, com 69% de reconhecimento. Cleitinho aparece com 61%, enquanto Rodrigo Pacheco é desconhecido por 49% do eleitorado.
O atual governador Mateus Simões apresenta o maior índice de desconhecimento, sendo pouco conhecido por 68% dos entrevistados.
O levantamento também avaliou a disputa para o Senado. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, lidera com variações entre 17% e 19%, dependendo do cenário.
O deputado federal Aécio Neves aparece com 11% e está tecnicamente empatado com outros nomes dentro da margem de erro. Já o senador Carlos Viana atinge até 15% das intenções de voto.
A avaliação do governo estadual também foi medida. O governador Romeu Zema tem 52% de aprovação, enquanto 41% dos entrevistados desaprovam sua gestão.
Segundo os dados, 49% dos eleitores consideram que o atual governador não deveria eleger um sucessor, enquanto 42% defendem a continuidade de um nome ligado ao governo.
A pesquisa aponta ainda uma mudança na percepção ao longo do tempo, com queda na aprovação e aumento na rejeição em relação a levantamentos anteriores.
Entre os principais problemas do estado, a saúde aparece como a área que mais preocupa os eleitores, sendo citada por 26% dos entrevistados.
O levantamento também mostra que 44% dos eleitores desejam uma mudança total na condução do governo estadual.
Em relação ao perfil político desejado, 37% preferem um candidato independente, enquanto 30% optariam por um nome aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 28% preferem alguém ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A metodologia da pesquisa foi baseada em entrevistas domiciliares presenciais, com aplicação de questionários estruturados.
Os dados refletem o cenário político no momento da coleta e não representam projeções definitivas para o resultado das eleições.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MG-08646/2026.


















