Divinópolis

Incêndios e lixões clandestinos ainda desafiam Divinópolis: soluções em andamento, mas fumaça persiste

A crise ambiental e de saúde pública causada pelos incêndios subterrâneos e descartes irregulares de entulho nos bairros Vivendas da Exposição (ao lado do Condomínio Vésper), Castelo, Alterosa (próximo ao Novo Hospital Regional de Divinópolis), Itacolomi e Realengo continua gerando apreensão entre os moradores. A prefeitura, sob a gestão atual, afirma ter iniciado em 2021 um processo de negociação com empresas de caçamba para organizar o setor, formalizar uma cooperativa licenciada para operar o local de coleta dos resíduos da construção civil, reduzindo os impactos ambientais. No entanto, as soluções definitivas ainda não foram implementadas, e a fumaça tóxica segue como parte da rotina da população.

Em reunião hoje na prefeitura municipal de Divinópolis, a vice-prefeita Janete Aparecida explicou que foram quase três anos de estudos e reuniões para criar uma cooperativa de caçambeiros com custo reduzido de descarte em local licenciado. O projeto, porém, não avançou porque as empresas desistiram na fase final. A partir disso, a prefeitura iniciou o processo de licenciamento de uma área própria, cuja operação deve começar na segunda semana de agosto.

Enquanto isso, boletins de ocorrência do Corpo de Bombeiros registram que o primeiro foco de incêndio começou em 19 de junho, após o descarte de resíduos de fundição ainda quentes. E apesar de terem empenhado 3 combates em dias diferentes durante o período, os focos subterrâneos persistem, exigindo o uso de maquinário pesado, ação que depende de medidas legais ou articulação do poder executivo junto aos proprietários e empresas responsáveis, por envolver áreas privadas.

A vice-prefeita ressaltou que, com o novo local licenciado, a prefeitura poderá intensificar a fiscalização e aplicar multas, algo que antes não era possível. Também foi apresentado um projeto de lei que permitirá denúncias com fotos, ampliando o poder de fiscalização popular.

Mesmo com avanços, moradores e autoridades, como a deputada estadual Lohanna, cobram mais rapidez. Em ofícios enviados ao prefeito Gleidson Azevedo, à SEMAD e ao Corpo de Bombeiros, a deputada destaca os riscos à saúde pública e ao meio ambiente. “É preciso resolver os incêndios ativos e garantir que situações como essa não voltem a acontecer”, defende Lohanna.

A expectativa é que, com o início do novo ponto de descarte regulamentado e ações integradas de fiscalização, Divinópolis consiga virar a página desta crise. Até lá, a fumaça continua como lembrete de que o problema exige atenção urgente.

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