Atlético perde jogando mal pela Sul-americana

Por Ronner Miranda
O Atlético-MG voltou a decepcionar na Copa Sul-Americana e ligou de vez o sinal de alerta após a derrota para o Cienciano, no Peru. Mais uma atuação abaixo do esperado, mais um jogo em que o time pareceu desconectado do que a competição exige e, principalmente, distante do nível que sua camisa sugere.
O resultado expõe um problema que já não pode mais ser tratado como “oscilação normal de temporada”. O Atlético vive uma sequência preocupante de jogos ruins, com pouca consistência tática, pouca intensidade e, em muitos momentos, uma apatia que incomoda o torcedor. Contra o Cienciano, isso ficou evidente: erros técnicos básicos, dificuldade na criação e uma postura passiva em boa parte do confronto.
A impressão é de um time que entra em campo sem identidade clara. Falta compactação, falta agressividade na marcação e, sobretudo, falta protagonismo. Em competições continentais, isso costuma ser punido e foi exatamente o que aconteceu no Peru.
Do outro lado, o Cienciano fez o básico com organização e intensidade, suficiente para expor as fragilidades atleticanas. Nada de extraordinário. Apenas um time mais atento, mais comprometido e mais consciente do que estava jogando.
Para o Atlético, o problema vai além da derrota isolada. O que preocupa é o padrão. Já são jogos demais em que o time não consegue se impor, não consegue sustentar uma atuação segura e não consegue reagir quando é pressionado. Em torneios mata-mata ou de grupo continental, isso cobra um preço alto.
A torcida, que historicamente é exigente, começa a perder a paciência com atuações burocráticas e sem brilho. E com razão. O elenco tem qualidade suficiente para entregar mais do que está apresentando.
Se não houver uma mudança rápida de postura mais intensidade, mais organização e mais responsabilidade em campo o Atlético corre o risco de transformar uma campanha que deveria ser de protagonismo em mais um capítulo frustrante no cenário internacional.



















