Minas Gerais

Polícia prende grupo do golpe do IPVA que movimentou milhões em Minas Gerais

Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais prendeu 15 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em golpes digitais e lavagem de dinheiro, com atuação ligada ao chamado “golpe do IPVA”. A ação foi realizada nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, com mandados cumpridos em diferentes estados.

As prisões ocorreram principalmente na cidade de Imperatriz, no Maranhão, onde 13 mandados foram executados. Outros dois alvos foram localizados em Aracaju, em Sergipe, e em Aguiarnópolis, no Tocantins. Ao todo, 24 pessoas são investigadas no caso.

Segundo as apurações, o grupo utilizava páginas falsas que imitavam sites oficiais do Governo de Minas Gerais e do Departamento de Trânsito para enganar contribuintes no pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.

As páginas fraudulentas eram divulgadas como anúncios em mecanismos de busca, o que levava os usuários a acessarem os links acreditando se tratar de canais oficiais.

Ao gerar as guias de pagamento, as vítimas realizavam transferências via Pix, mas os valores eram direcionados para contas controladas pela organização criminosa, por meio de empresas de fachada com nomes semelhantes aos órgãos públicos.

De acordo com a Polícia Civil, nove dos principais investigados movimentaram cerca de R$ 27,3 milhões apenas no ano de 2024.

A estrutura do grupo era dividida em três núcleos. Um deles ficava responsável pela criação das empresas fictícias e pelo recebimento direto dos valores pagos pelas vítimas.

Outro núcleo atuava na dispersão do dinheiro, utilizando contas intermediárias para dificultar o rastreamento das transações financeiras.

Já o terceiro grupo, apontado como o núcleo central da organização, era responsável por consolidar os valores e realizar saques em grandes quantias, estratégia utilizada para evitar a identificação dos beneficiários finais.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, com recolhimento de materiais que devem auxiliar na continuidade das investigações.

A polícia informou que a maioria dos investigados reside na cidade de Imperatriz, considerada o principal ponto de atuação do grupo.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento dos valores desviados.

O caso reforça o alerta para que contribuintes utilizem apenas canais oficiais para pagamento de tributos e verifiquem atentamente os endereços eletrônicos antes de realizar qualquer transação.

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