Morre Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, após grave acidente na BR-381

A jornalista Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, morreu na noite desta quinta-feira (16), após não resistir aos ferimentos sofridos em um grave acidente na BR-381, em Minas Gerais. A morte foi confirmada após a conclusão do protocolo médico de morte encefálica no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde ela permanecia internada desde a manhã de quarta-feira (15), quando ocorreu a colisão. A notícia causou forte comoção entre profissionais da imprensa, telespectadores e colegas de trabalho em todo o estado.
Alice estava em um veículo da emissora acompanhado do cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que morreu ainda no local da batida. Os dois retornavam de uma pauta jornalística produzida justamente sobre a BR-381, rodovia conhecida nacionalmente pelo alto número de acidentes e pelas cobranças históricas por melhorias estruturais. O carro da equipe se envolveu em uma colisão frontal com um caminhão no trecho de Ravena, distrito de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Equipes de resgate foram mobilizadas rapidamente após o acidente. Alice foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital João XXIII, referência em traumas na capital mineira. Desde então, o quadro clínico era considerado crítico. Já Rodrigo Lapa não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local da ocorrência.
A morte da jornalista gerou repercussão imediata nas redes sociais e entre profissionais da comunicação. Diversos colegas lamentaram a perda e destacaram o profissionalismo, a dedicação e a trajetória construída por Alice no jornalismo. A Band Minas também se manifestou publicamente, prestando solidariedade aos familiares, amigos e colaboradores impactados pela tragédia.
Alice Ribeiro tinha 35 anos e integrava a equipe da emissora desde agosto de 2024. Antes de atuar em Minas Gerais, passou por veículos de comunicação em outros estados, como Bahia e Distrito Federal. Ao longo da carreira, consolidou atuação no jornalismo televisivo, participando de coberturas diárias e reportagens de interesse público.
Segundo informações divulgadas por veículos da capital mineira, Alice era casada e deixa um filho de apenas 9 meses, além dos pais e irmãos. A morte precoce da profissional aumentou ainda mais a comoção em torno do caso, principalmente entre colegas que conviviam diretamente com a rotina da jornalista.
O acidente também reacendeu debates sobre a situação da BR-381, rodovia que há anos é alvo de reclamações de motoristas e de reivindicações por duplicação, manutenção e ampliação da segurança viária. Conhecida por registrar acidentes graves em diferentes trechos, a estrada voltou ao centro das discussões após a tragédia envolvendo justamente uma equipe de reportagem que produzia conteúdo sobre os riscos da via.
As circunstâncias da batida seguem sendo apuradas pelas autoridades competentes. Ainda não foram divulgados detalhes oficiais conclusivos sobre a dinâmica do acidente ou eventuais responsabilidades. O trânsito no trecho chegou a registrar impactos durante o atendimento da ocorrência.
A morte de Alice Ribeiro representa uma perda para o jornalismo mineiro e reforça os riscos enfrentados diariamente por profissionais da imprensa durante deslocamentos e coberturas externas. Emissoras de televisão, rádios, portais e jornais manifestaram pesar nas últimas horas.
Informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido oficialmente divulgadas até a última atualização desta reportagem. O caso segue mobilizando homenagens em diferentes cidades de Minas Gerais e entre profissionais da comunicação de todo o país.


















