Polícia

Adolescentes da Grande BH são investigados por incitação à automutilação e suicídio em grupos virtuais

Nesta quinta-feira (19/12), a Policia Civil de Minas Gerais deflagrou a operação Banhammer, que tem como objetivo combater crimes de ódio em ambiente virtual envolvendo adolescentes.  

Uma adolescente de 15 anos foi apreendida em Belo Horizonte nesta terça-feira, acusada de cometer atos infracionais análogos à associação criminosa, incitação à automutilação e apologia ao crime. A jovem ficará internada por 45 dias, conforme determinação judicial, como medida socioeducativa pelas infrações cometidas.

A ação faz parte da operação que cumpriu, ao todo, 12 mandados de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal. Ainda em Belo Horizonte, outro mandado de busca também foi cumprido na casa de um adolescente de 13 anos, no bairro Sevilha, em Ribeirão das Neves.

No DF, um adolescente de 15 anos também foi apreendido após os agentes encontrarem com ele materiais com conteúdo de abuso sexual.

A operação foi deflagrada para combater crimes cometidos por adolescentes em diferentes estados, incluindo Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo, além do Distrito Federal.

Adolescente apreendida em Belo Horizonte era líder de grupo que realizava rituais com práticas abusivas

A adolescente de 15 anos, apreendida em Belo Horizonte, foi identificada como a líder de um grupo virtual que promovia rituais envolvendo práticas de automutilação, crueldade com animais e outros atos abusivos.

Segundo a delegada Carolina Máximo, a jovem tinha um alto poder hierárquico no grupo e era responsável por escolher quem participava das reuniões e rituais, realizados por meio da plataforma Discord. 

“As vítimas eram ameaçadas, diziam que eles estariam sendo monitorados, que os pais iriam saber, e elas eram ‘obrigadas’ a, por exemplo, ingerir produtos de limpeza, praticar crueldades com animais e a se auto mutilar. Obrigava-se a vítima a pegar um objeto cortante em casa, como uma tesoura, gilete ou faca, e a escrever frases no próprio corpo. As frases denotavam essa subjugação ao grupo do Discord”, detalhou a delegada.

Ainda segundo a delegada, a mãe não desconfiava de nada e para a família a apreensão foi uma surpresa. “Ela era uma adolescente aparentemente tranquila. A mãe não desconfiava. Foi uma surpresa muito grande, não só para a própria adolescente de ter sido identificada e pega, como para a própria família. Inicialmente, ela achava que iria para a delegacia apenas prestar esclarecimentos. Quando nós informamos que ela seria internada, ela se demonstrou bastante arrependida e disse que era um ‘mal-entendido’”, explicou a delegada.

Os computadores e celulares utilizados pelos suspeitos foram recolhidos pela Polícia Civil para investigação.

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