Homem incendeia oficina após discussão por R$ 120 em Minas Gerais

Um homem de 55 anos é suspeito de atear fogo em uma oficina mecânica na noite de quarta-feira (8/7), em Passos, no Sul de Minas Gerais, depois de uma discussão motivada por um pedido de reembolso de R$ 120. O incêndio foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento comercial.
De acordo com a Polícia Militar, o fato aconteceu por volta das 18h em uma oficina localizada na Avenida Juca Stockler, no Bairro Aclimação. O registro policial indica que o homem derramou óleo diesel sobre pneus e uma mesa da recepção, ateou fogo no local e fugiu em seguida. O gerente da oficina relatou aos policiais que havia realizado a troca, o alinhamento e o balanceamento dos pneus do veículo do cliente no dia 24 de junho. Cerca de 15 dias depois, o cliente retornou afirmando que o serviço não tinha sido executado.
O funcionário informou que ofereceu uma nova avaliação do automóvel, pois o serviço estava no prazo de garantia e o reparo seria feito sem custos adicionais se houvesse irregularidades. O cliente recusou e exigiu a devolução de R$ 120 referentes ao alinhamento e balanceamento. Diante da recusa do reembolso, o proprietário do carro ofendeu e ameaçou os funcionários, permanecendo na porta do local chamando-os de ladrões antes de retornar horas mais tarde e iniciar o fogo. O prejuízo material foi estimado em aproximadamente R$ 5 mil, e a versão do gerente foi confirmada por uma funcionária da empresa.
Em depoimento à polícia, o homem negou as acusações de ameaça e de autoria do incêndio, afirmando que estava na casa de sua irmã no horário do ocorrido. Ele declarou que contratou a oficina apenas para trocar os pneus e recusou outros serviços sugeridos, como troca de amortecedores e cambagem. Ao retirar o veículo, notou a cobrança de alinhamento e balanceamento na nota fiscal, mas uma atendente explicou que o valor correspondia à troca de bicos e válvulas, totalizando cerca de R$ 1.300 pagos pelo serviço.
Dias depois, um mecânico de confiança do cliente afirmou que o alinhamento e o balanceamento não tinham sido feitos, o que o levou a retornar à oficina para pedir o dinheiro de volta, pedido este que foi negado. O homem alegou também que as imagens das câmeras de segurança não permitem identificar o autor do incêndio. O gerente da oficina, por outro lado, afirmou que é possível reconhecer o suspeito e que vai apresentar novas imagens da área externa para ajudar na identificação.
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