Polícia

PCMG prende golpista que fingia ser policial civil e faturou R$ 600 mil em fraudes

Um falso policial civil foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta quarta-feira, 8 de outubro, durante uma operação no bairro Tropical, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O homem, de 35 anos, é investigado por estelionato, extorsão, ameaça e usurpação de função pública. Segundo a corporação, ele se passava por policial para aplicar golpes que renderam cerca de R$ 600 mil.

As apurações foram conduzidas pela Divisão Especializada de Combate à Corrupção, Fraudes e Crimes contra a Ordem Tributária (Deccof). Conforme o levantamento, o suspeito se apresentava como policial civil para convencer empresários a participar de supostas parcerias comerciais relacionadas à venda de celulares. Ele enviava fotos de um falso estoque de aparelhos para ganhar credibilidade e exigia transferências bancárias antecipadas.

Após o pagamento, as vítimas descobriam que haviam caído em um golpe, pois os produtos nunca eram entregues. Quando cobradas, eram ameaçadas pelo estelionatário, que dizia ser policial e enviava imagens de viaturas e distintivos para intimidá-las. Em uma das situações, o homem chegou a se passar por delegado, usando tom autoritário e exigindo que uma das vítimas “baixasse a bola” ao falar com um policial.

Durante as diligências, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência da mãe do investigado. No local, foram recolhidos um simulacro de arma de fogo, dois celulares, um notebook e um automóvel de luxo, este último com registro de apropriação indébita. O veículo, segundo as investigações, era usado para reforçar o falso status de policial e conquistar a confiança das vítimas.

O golpista possuía mais de 30 registros policiais em Minas Gerais, a maioria por crimes de estelionato. Diante das provas reunidas, o mandado de prisão preventiva foi cumprido, e o homem encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar novas vítimas e rastrear o destino do dinheiro arrecadado nos golpes. A Polícia Civil acredita que o número de pessoas lesadas pode ser superior ao registrado até o momento, já que o investigado atuava em diferentes cidades da Região Metropolitana.

A PCMG reforça o alerta para que empresários e cidadãos fiquem atentos a propostas suspeitas, especialmente aquelas que envolvem adiantamento de valores e uso indevido de cargos públicos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones Disque 181 e 197, canais oficiais de atendimento da Polícia Civil.

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