Minas Gerais

Febre Maculosa preocupa Minas Gerais com 27 casos e duas mortes em 2025

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) atualizou os dados sobre a febre maculosa e confirmou 27 casos da doença em 2025. Belo Horizonte lidera os registros com cinco casos, seguida por Itabira, que contabiliza quatro. O município de Santa Luzia aparece na sequência com três ocorrências. Até o momento, foram confirmadas duas mortes, ambas em Caeté, na Região Metropolitana da capital, conforme laudos emitidos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Apesar de os óbitos terem sido registrados em moradores de Caeté, a SES-MG destacou que isso não significa que a infecção ocorreu no próprio município. O órgão explica que os dados oficiais consideram a cidade de residência dos pacientes e não necessariamente o local provável de infecção. Equipes de Vigilância em Saúde continuam investigando a origem dos casos para adotar medidas de controle e prevenção adequadas.

Além das cidades com maior número de registros, outros municípios mineiros também tiveram confirmações isoladas. Entre eles estão Bambuí, Betim, Boa Esperança, Contagem, Itueta, Lagoa Santa, Ouro Preto, Paracatu, Serranópolis de Minas, Serro, Varginha, Vespasiano e Volta Grande, cada um com um caso registrado. A dispersão geográfica mostra que a doença está presente em diferentes regiões do estado, exigindo atenção constante das autoridades e da população.

Os números confirmam uma tendência de crescimento nos últimos anos. Em 2022, Minas havia registrado 27 casos. No ano seguinte, 2023, o número saltou para 90, e em 2024 chegou a 95. O aumento de diagnósticos demonstra que, embora haja esforços de conscientização, os riscos de infecção ainda permanecem elevados, principalmente em áreas onde há grande circulação de capivaras e cavalos, hospedeiros comuns do carrapato transmissor.

Por outro lado, o número de óbitos apresenta redução quando comparado a períodos anteriores. Em 2022, foram seis mortes confirmadas. Já em 2023, o estado enfrentou um cenário mais crítico, com 20 óbitos. No ano seguinte, em 2024, o total caiu para quatro, e em 2025, até o momento, apenas duas vítimas fatais foram confirmadas. O dado sugere maior eficiência no diagnóstico precoce e na resposta médica ao tratamento.

A febre maculosa é uma doença infecciosa grave, transmitida pelo carrapato-estrela, que carrega a bactéria Rickettsia rickettsii. Os sintomas costumam aparecer de dois a 14 dias após a picada e incluem febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, mal-estar, dores musculares, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo. A doença pode evoluir rapidamente para quadros graves, sendo fundamental iniciar o tratamento antes do quinto dia de sintomas.

O tratamento é feito com antibióticos específicos, e o início precoce é determinante para salvar vidas. Especialistas alertam que muitas mortes poderiam ser evitadas se o reconhecimento dos sintomas e o encaminhamento ao atendimento médico ocorressem sem demora. A recomendação é que qualquer pessoa que apresente febre persistente após contato com áreas de risco procure imediatamente uma unidade de saúde.

Como forma de prevenção, autoridades orientam a população a evitar contato direto com capivaras e cavalos, especialmente em regiões de mata ou áreas próximas a rios e lagos. O uso de roupas compridas, de cores claras, aplicação de repelentes e inspeção minuciosa do corpo e de animais de estimação após passeios são medidas fundamentais para reduzir o risco de infecção.

Em resposta aos óbitos registrados, a Prefeitura de Caeté decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias. A medida permite a adoção de ações rápidas, como a compra emergencial de insumos, realização de campanhas de conscientização e fiscalização em áreas de maior risco. Além disso, a decisão autoriza a intensificação das atividades de vigilância epidemiológica e ambiental.

A SES-MG informou que segue ampliando a capacitação de profissionais de saúde e reforçando a comunicação com a população. O objetivo é melhorar a identificação precoce de casos e garantir tratamento imediato. A secretaria também destacou a importância do apoio da comunidade, já que a prevenção depende de atitudes individuais e coletivas. O combate à febre maculosa exige, portanto, atenção redobrada de toda a sociedade mineira.

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