Instituto Histórico de Pitangui completa 55 anos
Entidade é guardiã de documentos seculares.

O Instituto Histórico de Pitangui completa hoje, 05 de abril, os seus 55 anos de existência. Numa cidade tricentenária é mais de meio século zelando por sua memória, história e cultura. O Instituto Histórico de Pitangui é guardião de um dos principais acervos sacros do Estado e o mais completo arquivo judicial do Centro-Oeste Mineiro, um dos maiores do País, entre outros importantes acervos.
Por conter esses registros seculares, o Instituto Histórico de Pitangui é uma fonte segura de pesquisa e atraí pesquisadores e historiadores de Minas e de diversas partes do país. Nele estão registros de um Brasil do Império, período em que a tricentenária Pitangui era conhecida como a Sétima Vila do Ouro.
“O Instituto Histórico de Pitangui, guardião da história e da cultura de nossa terra, é uma entidade que abriga documentos que comprovam uma trajetória feita de ouro, amor, traição _ essas coisas eternas do dizer de Cecília Meireles, mas, sobretudo, uma história que se fez de fé, de coragem, de cultura e principalmente de liberdade”, explica Maria José Valério – educadora e secretaria de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico de Pitangui.
No Instituto estão registros marcantes da história de Pitangui, como o que narra a coragem do povo de gritar ao Imperador que os quintos do ouro não seriam pagos pela, então, Sétima Vila do Ouro. Outro registo demonstra a fé do povo por impor a devoção a Nossa Senhora do Pilar, entronizando-a como padroeira a despeito da ordem real de que a Vila de Pitangui estava sob a proteção de Nossa Senhora da Piedade.
Histórias, memórias como essas e outras tantas mais estão protegidas no Instituto Histórico de Pitangui que dispõe de um acervo de mais de três mil caixas com documentos indexados. São documentos seculares que mantêm viva a memória de Pitangui, de Minas e do Brasil.
“O Instituto Histórico de Pitangui completa 55 anos de muita luta, trabalho e dedicação. O investimento em estrutura tecnológica, o saneamento financeiro, a organização do nosso acervo, a indexação completa e o início da digitalização dos inventários e arrolamentos são alguns de nossos avanços mais significativos”, pontua Vandeir Santos – presidente do Instituto.
Ele destaca que tem sido fundamental o apoio da Gestão Maria Lúcia Cardoso, que repassou 40 mil reais ao Instituto, e de alguns deputados. “Essas emendas e também os recursos da Lei Aldir Blanc permitiram dar início a tão desejada digitalização do nosso acervo, parte do qual estará disponível para consulta via internet ainda esse ano. A expectativa de que consigamos uma sede com melhores condições de armazenamento nos permite sonhar com progressos ainda maiores nos próximos anos.”, completa.
O Instituto está localizado na Rua José Gonçalves, 41, centro. O seu funcionamento é de 08h às 12h e de 13h às 17h.
Fonte: Prefeitura de Pitangui
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