Polícia

Detento preso há dois dias é encontrado morto no Presídio Floramar em Divinópolis

Um detento de 38 anos morreu na manhã desta terça-feira (28), após ser encontrado desacordado dentro de uma cela individual no Presídio Floramar, em Divinópolis. Policiais penais localizaram o homem durante a conferência de rotina dos custodiados e acionaram imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros Militar. Apesar das tentativas de reanimação, ele não resistiu e teve a morte confirmada na unidade prisional.

O preso foi identificado como Gabriel Silvano Peixoto. Ele havia dado entrada no Presídio Floramar no último domingo (26), dois dias antes da ocorrência. O homem ocupava sozinho a cela onde foi localizado pelos policiais penais durante o procedimento de contagem e verificação dos detentos.

No momento em que foi encontrado, Gabriel ainda apresentava sinais vitais. As equipes de emergência iniciaram os protocolos de atendimento e realizaram manobras de reanimação, mas o quadro não foi revertido. A morte foi constatada ainda nas dependências do presídio.

A área foi preservada para os procedimentos necessários e o caso será encaminhado aos órgãos responsáveis pela investigação. A perícia deverá analisar o local e reunir elementos que possam contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte.

A direção do Presídio Floramar instaurou um procedimento administrativo interno para apurar o ocorrido. A investigação deverá verificar as condições da cela, os registros de movimentação na unidade e os acontecimentos anteriores ao momento em que o detento foi encontrado.

Gabriel Silvano Peixoto possuía registros no sistema prisional desde fevereiro de 2013. Não foram divulgadas informações sobre o motivo da prisão realizada no último domingo nem sobre a situação processual dele no momento em que foi encaminhado ao Presídio Floramar.

Também não foram informados detalhes sobre o estado de saúde do detento nos dias anteriores à morte ou se ele havia recebido atendimento médico ou psicológico desde a entrada na unidade. Essas informações poderão ser analisadas durante o procedimento instaurado pela administração prisional.

Mortes ocorridas dentro de unidades penitenciárias seguem protocolos específicos, que incluem a preservação do local, o acionamento das equipes de emergência, a realização de perícia e a comunicação aos órgãos responsáveis. O corpo deverá ser encaminhado para os exames necessários antes de ser liberado para os familiares.

Os policiais penais que participaram da conferência de rotina e localizaram o detento poderão prestar esclarecimentos durante a apuração. Imagens do sistema de monitoramento e documentos relacionados à entrada e permanência do homem no presídio também poderão ser analisados.

Até o momento, não há confirmação sobre a participação de outras pessoas na ocorrência. A conclusão sobre as causas e circunstâncias da morte dependerá dos exames periciais e do resultado das investigações administrativa e policial.

O Presídio Floramar permanece em funcionamento, e não foram divulgadas informações sobre alterações na rotina da unidade após a ocorrência. O caso segue sob investigação.

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