Polícia

‘Lipo de papada’: Justiça bloqueia bens de dentista investigada por infecções

Camila Aparecida de Andrade Silveira, a ‘Camilla Groppo’, recebeu dezenas de denúncias de pacientes que tiveram complicações após procedimentos cirúrgicos.

A Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de bens dos proprietários da “Clínica Odontológica Dr.ᵃ Camilla Groppo”, investigados por irregularidades na realização de procedimentos estéticos. A dentista Camila Aparecida de Andrade Silveira — que se apresentava como Camilla Groppo — foi indiciada por pelos crimes de lesão corporal e uso de documento falso. Foram determinados a busca e bloqueio de bens nas contas bancárias dos proprietários da clínica e veículos registrados em seus nomes. Somados, os bloqueios somam R$ 2,5 milhões. O objetivo é conservar os valores para pagamento de indenização às vítimas. A decisão da Justiça acontece após pedido da Defensoria Pública de Minas Gerais. Além do bloqueio dos bens, a Defensoria Pública pediu pagamento de indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 500 mil, e a condenação dos responsáveis.

O caso

Camilla Groppo foi indiciada pela Polícia Civil de Minas Gerais após pacientes que realizaram cirurgias de lipoaspiração de papada com ela sofrerem complicações.

As investigações começaram em março de 2024, quando foi confirmado um surto de microbactéria na clínica da profissional. A causa foram esterilizações mal feitas.

No total, 24 vítimas foram incluídas no inquérito. Algumas das vítimas sofreram quadros de infecções graves, causados por bactérias resistentes, e danos morais, materiais e estéticos por conta de cicatrizes no rosto e no pescoço.

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