Médica é indiciada por homicídio culposo após morte de recém-nascida em hospital de Itaúna
A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte de uma recém-nascida no Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna, e indiciou uma médica plantonista por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O caso ocorreu em 13 de maio de 2026, durante o atendimento prestado à mãe da criança na maternidade da unidade hospitalar.
A gestante chegou ao hospital com 41 semanas de gravidez e foi encaminhada para indução do parto normal. Durante o trabalho de parto, ocorreram complicações e a recém-nascida, identificada como Sofia Vitória, morreu.
Segundo as informações reunidas durante o inquérito, a Polícia Civil analisou documentos médicos, prontuários, depoimentos e outros elementos relacionados ao atendimento prestado à gestante. Ao final da apuração, a autoridade policial decidiu pelo indiciamento da médica que estava de plantão.
A investigação apontou suspeitas de negligência e imperícia na condução do atendimento. O indiciamento ocorreu por homicídio culposo, classificação utilizada quando a investigação entende que determinada conduta contribuiu para uma morte sem que tenha existido intenção de provocar o resultado.
Durante o depoimento prestado à Polícia Civil, a mãe relatou que pediu a realização de uma cesariana devido ao desgaste físico durante o trabalho de parto. Ela também apresentou aos investigadores sua versão sobre a condução dos procedimentos realizados durante o período em que permaneceu na maternidade.
Ainda conforme o relato da mãe registrado durante a investigação, houve problemas relacionados ao manejo de medicamentos utilizados durante a indução e demora na indicação da cirurgia. Essas declarações fizeram parte dos elementos analisados pela Polícia Civil ao longo do inquérito.
A mulher também relatou que apresentou hemorragia após o parto e precisou passar por uma curetagem. As circunstâncias do atendimento e os procedimentos adotados pela equipe médica foram analisados dentro da investigação que apurou a morte da recém-nascida.
Os prontuários relacionados à internação e à evolução do atendimento continham registros de profissionais das equipes de enfermagem e obstetrícia que participaram da assistência à paciente. A conclusão divulgada sobre este inquérito, porém, resultou no indiciamento da médica plantonista.
A Polícia Civil concluiu o procedimento e encaminhou o inquérito à Justiça em 7 de agosto de 2026. Com o encerramento da fase policial, o material reunido durante a investigação passa pelas etapas seguintes previstas no sistema de Justiça.
A médica responde em liberdade. O indiciamento realizado pela Polícia Civil não representa condenação e indica a conclusão alcançada pela autoridade policial a partir das provas e informações reunidas durante o inquérito.
O caso envolvendo Sofia Vitória é diferente de outra investigação sobre a morte de um recém-nascido no Hospital Manoel Gonçalves divulgada anteriormente. Na outra ocorrência, dois médicos obstetras foram indiciados após uma investigação relacionada ao atendimento prestado a outra gestante.
No caso ocorrido em 13 de maio, a investigação ficou concentrada nas circunstâncias envolvendo o atendimento prestado à mãe de Sofia Vitória e nos procedimentos adotados durante o trabalho de parto. Com o indiciamento por homicídio culposo e o encaminhamento do inquérito, o caso segue agora para as providências cabíveis no âmbito da Justiça.








