Polícia

Polícia Civil conclui que dívida de R$ 220 mil motivou execução no Centro de Divinópolis; autor segue foragido

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito sobre a morte de um jovem de 25 anos, ocorrida em 30 de julho de 2026, em um estabelecimento comercial na região central de Divinópolis. Ao final das investigações, um homem de 24 anos foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e furto qualificado pelo abuso de confiança. Segundo a PCMG, ele é o autor do homicídio e permanece foragido após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça.

A investigação esclareceu um dos principais pontos que permaneciam em aberto desde a noite do crime: a motivação. Conforme a Polícia Civil, o homem de 24 anos tinha uma dívida de aproximadamente R$ 220 mil com a ex-companheira. A vítima, que mantinha um relacionamento com a mulher, passou a cobrar do investigado o pagamento desse valor.

Para a Polícia Civil, as cobranças relacionadas à dívida motivaram o homicídio. A conclusão modifica o cenário apresentado nas primeiras horas depois da morte, quando informações levantadas durante o atendimento da ocorrência apontavam para um possível desentendimento relacionado ao relacionamento da vítima com a ex-companheira do autor.

O homicídio aconteceu na noite de quinta-feira, 30 de julho, na Rua Goiás, próximo ao cruzamento com a Rua Pará, em Divinópolis. Câmeras de segurança instaladas na região registraram momentos da ocorrência e contribuíram para a reconstrução dos fatos durante as investigações.

As imagens mostraram a vítima correndo pela Rua Goiás em direção ao estabelecimento comercial enquanto era perseguida. O homem que vinha atrás dela entrou no imóvel na sequência, onde o jovem foi atingido por disparos de arma de fogo.

Naquela noite, a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também esteve no estabelecimento, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

A área foi isolada para permitir os trabalhos da perícia técnica. Durante os levantamentos realizados na cena do homicídio, foram encontrados dez estojos de munição calibre 9 milímetros. Dois aparelhos celulares pertencentes à vítima também foram recolhidos.

As primeiras informações levantadas após o crime indicavam que vítima e autor haviam se desentendido antes dos disparos. O jovem correu em direção ao estabelecimento comercial e acabou sendo perseguido.

Na fase inicial da ocorrência, ainda não estava esclarecido o motivo do conflito. A relação entre a vítima, a mulher e o homem apontado como autor aparecia entre os elementos analisados durante as apurações.

Com o avanço do inquérito, os investigadores identificaram a existência da dívida de aproximadamente R$ 220 mil. Segundo a PCMG, o dinheiro era devido pelo homem de 24 anos à ex-companheira.

A vítima, que mantinha relacionamento com a mulher, passou a cobrar o pagamento. A Polícia Civil concluiu que as cobranças relacionadas ao valor foram a motivação para o homicídio ocorrido no Centro de Divinópolis.

As investigações também analisaram o que aconteceu após os disparos. Outro homem, de 33 anos, passou a ser investigado pela atuação relacionada à arma utilizada no crime.

Segundo a apuração policial, esse homem ocultou a arma utilizada no homicídio. A conduta também passou a integrar o inquérito conduzido pela Polícia Civil.

Com a conclusão das investigações, o homem de 33 anos foi indiciado por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual.

O homem de 24 anos apontado pela PCMG como autor do homicídio já havia sido identificado durante as primeiras etapas da investigação, mas não foi localizado.

Durante o andamento do caso, a Polícia Civil representou pela prisão do investigado. A Justiça inicialmente autorizou uma medida cautelar para possibilitar a continuidade das apurações e das buscas.

Mesmo com as diligências realizadas pelas forças de segurança, o homem continuou foragido enquanto a Polícia Civil reunia os elementos relacionados ao crime.

O inquérito reuniu informações sobre a relação entre os envolvidos, a dívida financeira, a movimentação registrada pelas câmeras de segurança e os acontecimentos posteriores aos disparos.

Ao concluir a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do homem de 24 anos. A Justiça decretou a medida, que permanece pendente de cumprimento porque o indiciado ainda não foi localizado.

O homem foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. A informação divulgada pela Polícia Civil sobre a conclusão do inquérito não detalha quais qualificadoras foram atribuídas ao homicídio.

Além do crime contra a vida, o investigado também foi indiciado por furto qualificado pelo abuso de confiança. Os detalhes referentes a esse segundo crime não foram apresentados no comunicado sobre a conclusão da investigação.

A apuração policial permitiu esclarecer a motivação apontada para a morte do jovem. A Polícia Civil relacionou diretamente o homicídio às cobranças feitas pela vítima sobre a dívida de aproximadamente R$ 220 mil.

O crime ganhou repercussão em Divinópolis depois que imagens de câmeras de segurança registrando parte da perseguição foram divulgadas. Os vídeos mostraram os momentos anteriores à entrada da vítima no estabelecimento onde ocorreu o homicídio.

A investigação também estabeleceu responsabilidades diferentes para os dois homens indiciados. O homem de 24 anos foi apontado pela PCMG como autor do homicídio e também indiciado por furto qualificado, enquanto o homem de 33 anos foi indiciado pelos crimes relacionados à ocultação da arma.

O autor do homicídio permanece foragido e é procurado para cumprimento da prisão preventiva decretada pela Justiça. O mandado continua válido enquanto as forças de segurança realizam diligências para tentar localizá-lo.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encerrou a etapa de investigação policial e encaminhou o procedimento ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

O homicídio ocorrido em 30 de julho, no Centro de Divinópolis, chega ao fim da fase de inquérito com dois homens indiciados. Para a PCMG, uma dívida de aproximadamente R$ 220 mil e as cobranças feitas pela vítima pelo pagamento do valor motivaram o crime.

O principal indiciado continua foragido, enquanto o inquérito segue agora para análise no âmbito judicial.

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