Política

Novo modelo de urna eletrônica será usado em 68 municípios mineiros

Urna do modelo UE2020 tem layout diferente, é mais rápida e ainda mais segura.

Mais moderna, mais rápida, com visual diferente e ainda mais segura. A urna eletrônica modelo UE2020 tem algumas melhorias em relação aos modelos anteriores e será utilizada pela primeira vez nas Eleições 2022.

Em Minas Gerais, a nova urna será usada por eleitoras e eleitores de 68 municípios mineiros, incluindo Belo Horizonte, todas as cidades da Região Metropolitana da capital e alguns locais no entorno. A definição dos municípios levou em conta a logística de distribuição dos equipamentos e a proximidade da sede do TRE, o que possibilita um suporte mais rápido às zonas eleitorais.

Confira a lista de municípios mineiros que utilizarão a UE2020 (sujeita a alterações).

Nesta quarta (13), o TRE-MG apresentou a nova urna à imprensa. Durante o evento, o desembargador Maurício Soares, presidente do TRE-MG, destacou que “o apoio dos veículos de comunicação é fundamental para repassar informações corretas sobre o processo eleitoral à população”.  O desembargador também reforçou que as inovações trazidas com o novo modelo mostram o empenho constante da Justiça Eleitoral em aprimorar a urna e a segurança do processo eletrônico de votação.

Características

A urna eletrônica modelo UE2020 tem um visual ligeiramente diferente dos modelos anteriores. O teclado fica abaixo da tela, e não mais ao lado. A tela, aliás, tem mais qualidade de vídeo, o que melhora a visualização de informações e fotos.

O terminal do mesário não tem mais teclado físico. Na nova urna, ele tem tela sensível ao toque (touchscreen), como em smartphones.

Quanto ao funcionamento da nova urna eletrônica, o processador é 18 vezes mais rápido que o modelo anterior, e a bateria terá duração por toda a vida útil da urna (10 a 12 anos), reduzindo os custos de manutenção.

Além disso, o modelo UE2020 conta com algoritmo criptográfico dos mais apurados atualmente disponíveis. E tem certificação pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP Brasil). Isso significa que um laboratório certificado pelo Instituto Nacional de Pesos e Medidas (Inmetro) fez uma avaliação do programa embarcado e do código-fonte e verificou que eles atendem plenamente aos requisitos do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), que define as regras da ICP-Brasil.

Acessibilidade

Em 2022, tanto a urna UE2020 quanto aquelas de modelos anteriores terão novidades para facilitar o voto das pessoas que têm deficiência auditiva ou visual. Uma intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) indica o cargo que estão em votação em cada etapa.

O sintetizador de voz foi aprimorado. Além de melhorias na qualidade geral do áudio, agora são falados os nomes de vices e suplentes. Nas Eleições 2020, por exemplo, a urna só emitia um som informando o nome da candidata ou candidato titular. E, para maior fidelidade na fala dos nomes dos concorrentes, é possível cadastrar um nome fonético. Isso significa escrever o nome do jeito que ele é falado. Assim, o software não erra e fala o nome dos candidatos e das candidatas corretamente.

Fabricação

A urna modelo UE2020 é fabricada pela Positivo Tecnologia, que venceu licitação homologada em 2020. Todas as fases de produção dos equipamentos, realizadas em fábricas em Manaus (AM) e Ilheús (BA), são acompanhadas de perto pela equipe da Coordenadoria de Tecnologia Eleitoral (Cotel) da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE.

O que não muda

A nova urna eletrônica é mais ágil e segura, mas várias características da urna e do sistema eletrônico de votação, já disponíveis anteriormente, foram mantidas, garantindo a segurança do processo eleitoral.

  • As urnas eletrônicas não se conectam a nenhum tipo de rede, internet ou bluetooth.
  • Uso do que há de mais moderno em termos de criptografia, assinatura e resumo digitais, garantindo que somente o sistema e programas desenvolvidos pelo TSE e certificados pela Justiça Eleitoral (JE) sejam executados nos equipamentos.
  • Possibilidade de auditoria das urnas, antes, durante e após a votação, pelos partidos e instituições fiscalizadoras que integram a Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e pela sociedade em geral.
  • Impressão da zerésima (comprovante que mostra que, no início da votação, não há voto registrado na urna para nenhuma candidatura).
  • Emissão dos Boletins de Urna (BUs) logo após o término da votação, com a distribuição de cópias aos partidos e a afixação do BU em cada seção eleitoral para quem quiser comparar com os dados divulgados no Portal do TSE.
  • As urnas continuam contando com o Registro Digital do Voto (RDV). Nele, as informações sobre os votos são embaralhadas em uma tabela que assegura o sigilo da votação.

Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais

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