Polícia

Coveiro é preso por agredir e manter mulher em cárcere privado em Divinópolis

Um coveiro de 44 anos, servidor da Prefeitura de Divinópolis, foi preso na madrugada de terça-feira (16) após denúncias de violência doméstica no bairro Padre Eustáquio. O caso foi registrado na Rua Boston e mobilizou equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da rede municipal de assistência social.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, os militares foram acionados pelo COPOM para atender uma ocorrência envolvendo agressões contra uma mulher. Ao chegarem ao endereço indicado, as equipes encontraram a vítima com lesões pelo corpo e iniciaram os levantamentos sobre o que teria ocorrido dentro da residência.

Segundo a ocorrência, a mulher era mantida em cárcere privado e teria sido submetida a agressões constantes. Ela foi retirada da situação de risco e encaminhada para atendimento, dentro dos protocolos previstos para casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Divinópolis. Posteriormente, conforme as informações divulgadas, ele foi encaminhado ao Presídio Floramar, onde permanece à disposição da Justiça.

A vítima recebeu atendimento médico e passou por exame de corpo de delito. O procedimento é necessário para registrar oficialmente as lesões e auxiliar a Polícia Civil na continuidade da investigação.

Durante as diligências realizadas na residência do casal, os militares encontraram vestígios das agressões no imóvel. Também foi apreendida uma porção de substância semelhante à maconha, que foi encaminhada para as providências cabíveis.

A ocorrência chamou atenção pela gravidade das denúncias e pela condição de vulnerabilidade dos envolvidos. Segundo as informações divulgadas, tanto a vítima quanto o homem preso possuem deficiência auditiva e dificuldades na fala.

Essa condição aumentou a preocupação das autoridades com a situação da mulher, principalmente diante da suspeita de cárcere privado. Casos dessa natureza podem dificultar ainda mais o pedido de ajuda, especialmente quando a vítima enfrenta barreiras de comunicação ou isolamento.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias do caso. As investigações devem esclarecer a dinâmica das agressões, o período em que a vítima teria sido mantida em cárcere e outros elementos relacionados à ocorrência.

Ainda conforme as informações divulgadas, a Justiça deferiu medida protetiva de urgência em favor da mulher. A medida busca garantir a segurança da vítima e impedir a aproximação do agressor, conforme previsto na legislação.

O homem preso trabalha como coveiro e integra o quadro de servidores da Prefeitura de Divinópolis. Após a repercussão do caso, o Município divulgou uma nota oficial de repúdio e informou que acompanhará os desdobramentos da ocorrência.

Na manifestação, a Prefeitura afirmou que não compactua, tolera ou relativiza qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres. O Município classificou o episódio como grave e destacou que situações dessa natureza afrontam princípios de respeito, dignidade humana e proteção aos direitos fundamentais.

A administração municipal informou ainda que a vítima recebeu acolhimento por meio da rede municipal de assistência social. Segundo a Prefeitura, ela continuará sendo acompanhada pelos serviços especializados, com suporte e encaminhamentos necessários para garantir proteção.

Em relação ao servidor preso, o Município informou que adotará as medidas administrativas cabíveis. A Prefeitura ressaltou que qualquer providência interna será tomada respeitando o devido processo legal e a legislação vigente.

A Polícia Militar informou que o homem possui registros policiais anteriores por roubo, lesão corporal, ameaça e furto. Essas informações foram repassadas pelas autoridades e deverão ser analisadas dentro dos limites legais no andamento do caso.

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher deve acompanhar a investigação. A unidade é responsável por apurar crimes praticados contra mulheres no contexto de violência doméstica e familiar, além de solicitar medidas de proteção quando necessário.

O caso gerou indignação pela violência relatada e pela suspeita de privação de liberdade dentro do ambiente doméstico. Em situações de cárcere privado, a vítima pode ficar impedida de buscar ajuda, manter contato com familiares ou acessar serviços públicos.

A violência doméstica pode ocorrer de diferentes formas, incluindo agressões físicas, ameaças, humilhações, controle da liberdade, isolamento social e impedimento de contato com outras pessoas. Quando há cárcere privado, a situação se torna ainda mais grave.

A Lei Maria da Penha prevê mecanismos de proteção para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Entre as medidas possíveis estão o afastamento do agressor, a proibição de aproximação, a suspensão de contato e outras determinações judiciais.

Em Divinópolis, a rede de proteção envolve órgãos de segurança pública, assistência social, saúde e serviços especializados. Após a identificação de uma situação de violência, a vítima pode ser encaminhada para atendimento médico, psicológico, social e jurídico.

A Prefeitura reforçou, em nota, o compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher. O Município também destacou a importância da denúncia e do fortalecimento das redes de proteção para que vítimas encontrem amparo e segurança.

A apuração segue em andamento. A Polícia Civil deverá ouvir envolvidos, analisar laudos, verificar os elementos recolhidos na residência e reunir provas para definir os próximos passos do inquérito.

A ocorrência, registrada no bairro Padre Eustáquio, expõe mais um caso grave de violência doméstica em Divinópolis. O episódio reforça a necessidade de atenção permanente da sociedade para identificar sinais de violência e acionar as autoridades.

Vizinhos, familiares e pessoas próximas podem ter papel decisivo em situações como essa. Em muitos casos, a vítima não consegue pedir ajuda diretamente, seja por medo, dependência, ameaça, isolamento ou limitação de comunicação.

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 190, em casos de emergência, ou pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento à mulher. O pedido de ajuda também pode ser feito diretamente a órgãos de segurança, unidades de saúde, assistência social e serviços especializados.

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