Familiares de desaparecidos poderão fornecer DNA gratuitamente em Divinópolis e região entre os dias 24 e 28 de agosto

Familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer amostras de DNA gratuitamente em Divinópolis e outras cidades do Centro-Oeste de Minas a partir desta segunda-feira (24). A ação faz parte da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A campanha será realizada até sexta-feira (28) e tem como objetivo ampliar o banco de perfis genéticos utilizado na busca e identificação de pessoas desaparecidas em todo o país.
Em Divinópolis, a coleta poderá ser realizada na Rua Monte Santo, 429, no bairro Vila Santo Antônio. O município integra a relação nacional de pontos disponibilizados para receber familiares durante a mobilização. A participação é voluntária e não há cobrança para a coleta do material genético.
Além de Divinópolis, cidades da região também terão pontos destinados à campanha. Entre os municípios incluídos na relação oficial estão Nova Serrana, Pará de Minas, Bom Despacho e Formiga, permitindo que famílias de diferentes localidades do Centro-Oeste de Minas procurem uma unidade participante durante o período da mobilização.
Em Nova Serrana, o ponto informado para a coleta fica na Avenida Nova Jersey, sem número, no bairro Belvedere. Já em Pará de Minas, os familiares poderão procurar o endereço localizado na Praça Afonso Pena, 55, no Centro da cidade.
Em Bom Despacho, o atendimento está previsto na Avenida Martinho Campos, 520, no bairro Esplanada. Em Formiga, o ponto de coleta divulgado fica na Rua Silviano Brandão, 102, na região central do município. Os endereços integram a relação de locais disponibilizados para a mobilização nacional de 2026.
| Cidade | Local da coleta |
|---|---|
| Divinópolis | Rua Monte Santo, 429, Vila Santo Antônio |
| Nova Serrana | Avenida Nova Jersey, s/n, bairro Belvedere |
| Pará de Minas | Praça Afonso Pena, 55, Centro |
| Bom Despacho | Avenida Martinho Campos, 520, bairro Esplanada |
| Formiga | Rua Silviano Brandão, 102, Centro |
A iniciativa é direcionada principalmente aos familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético à perícia oficial. Quem já participou anteriormente de uma coleta de DNA relacionada ao desaparecimento não precisa repetir o procedimento, uma vez que o perfil genético já pode estar inserido nos bancos utilizados para comparação.
A coleta é realizada de maneira simples. Um profissional passa um cotonete apropriado na parte interna da bochecha do familiar para retirar células que serão utilizadas na obtenção do perfil genético. O procedimento é rápido, não exige retirada de sangue e não necessita de preparação específica.
Depois da coleta, o perfil genético é inserido nos sistemas utilizados para cruzamento de informações. Esses dados podem ser comparados com perfis obtidos de pessoas encontradas vivas sem identificação, restos mortais não identificados e outros materiais relacionados a investigações de desaparecimento.
O trabalho utiliza a estrutura dos bancos estaduais de perfis genéticos e do Banco Nacional de Perfis Genéticos. O cruzamento das informações permite buscar compatibilidades entre o material fornecido pelos familiares e amostras relacionadas a pessoas cuja identidade ainda não foi estabelecida.
Quando uma compatibilidade genética é identificada, os procedimentos seguem para confirmação técnica. Após a conclusão das análises, pode ser produzido um laudo oficial, que é encaminhado à autoridade responsável pela investigação do desaparecimento.
A comunicação com os familiares ocorre por meio da equipe responsável pelo caso. A existência de uma coincidência no banco de dados precisa passar pelas etapas técnicas previstas antes que uma identificação seja formalmente comunicada.
O material fornecido pelos familiares durante a mobilização é destinado à busca e identificação de pessoas desaparecidas. A utilização ocorre dentro das regras aplicáveis aos bancos oficiais de perfis genéticos e aos procedimentos conduzidos pelas instituições responsáveis.
Para participar da campanha, o familiar deve apresentar um documento de identificação. Também é necessário fornecer informações relacionadas ao Boletim de Ocorrência registrado sobre o desaparecimento, como o número do registro, o estado onde a ocorrência foi feita e a delegacia responsável pela investigação.
A orientação é que, quando possível, a família leve uma cópia do Boletim de Ocorrência. O documento facilita a localização das informações relacionadas ao caso, mas a apresentação da cópia física não é considerada obrigatória quando os dados necessários puderem ser fornecidos.
Caso o desaparecimento ainda não tenha sido registrado oficialmente, a orientação é procurar uma unidade policial para fazer o Boletim de Ocorrência. O registro permite que o caso seja formalmente incluído nos procedimentos de busca e investigação.
Não existe um prazo máximo entre a data do desaparecimento e a possibilidade de fornecer DNA. Dessa forma, familiares de pessoas desaparecidas há vários anos também podem participar, desde que exista uma ocorrência registrada e o caso permaneça relacionado à busca pela pessoa.
A preferência para a coleta é por parentes biologicamente próximos da pessoa desaparecida. Pais e mães biológicos estão entre os familiares prioritários porque possuem vínculo genético direto, o que pode facilitar as comparações realizadas pelos sistemas.
Filhos biológicos da pessoa desaparecida também podem fornecer material. A orientação técnica prevê, quando possível, a participação do outro genitor para aumentar a capacidade de interpretação dos dados genéticos utilizados na comparação.
Irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe também estão entre os familiares indicados para participar. A escolha dos parentes que fornecerão DNA pode variar conforme a composição familiar e as informações disponíveis sobre o desaparecido.
Quando os familiares biologicamente mais próximos não estão disponíveis, outros parentes podem ser avaliados pelas equipes responsáveis. Os profissionais que realizam o atendimento podem orientar a família sobre quais pessoas possuem maior utilidade genética para determinada investigação.
Crianças também podem participar da coleta quando possuem vínculo biológico relevante com a pessoa desaparecida. Nesses casos, é necessária a presença do responsável legal durante os procedimentos realizados no ponto de atendimento.
Outra orientação da mobilização é que o familiar não precisa realizar a coleta na mesma cidade onde ocorreu o desaparecimento. Uma pessoa que mora em Divinópolis, por exemplo, pode fornecer DNA mesmo que o familiar tenha desaparecido em outro município ou em outro estado brasileiro.
O mesmo princípio permite que familiares que estejam temporariamente em outra região participem em um dos pontos disponibilizados nacionalmente. O objetivo é facilitar o acesso à coleta sem exigir que a família se desloque até a cidade onde o desaparecimento foi registrado.
Casos envolvendo desaparecimentos ocorridos fora do Brasil também podem ser informados durante o atendimento. As circunstâncias são analisadas pelas equipes responsáveis para verificar as possibilidades de utilização das informações e de eventual comparação com estruturas internacionais de identificação.
A mobilização entre os dias 24 e 28 de agosto busca ampliar o número de perfis familiares disponíveis para comparação. Em todo o Brasil, mais de 300 pontos de coleta foram preparados para receber familiares durante a campanha.
A existência de uma amostra de DNA de familiares pode auxiliar especialmente em situações nas quais outros métodos de identificação não foram suficientes. O perfil genético funciona como mais uma ferramenta disponível para as autoridades responsáveis pelas investigações de desaparecimento.
A coleta de DNA não substitui outras medidas de investigação. Informações sobre o último local onde a pessoa foi vista, contatos, imagens, documentos, registros policiais e outros dados continuam sendo utilizados pelas equipes que trabalham na localização de desaparecidos.
Também não é necessário aguardar a realização de uma mobilização nacional para registrar um desaparecimento. O Boletim de Ocorrência deve ser feito assim que a família perceber uma situação de desaparecimento e considerar necessário acionar as autoridades.
A campanha nacional concentra esforços durante uma semana para ampliar a divulgação e facilitar o acesso das famílias aos pontos de coleta. Fora do período da mobilização, a coleta de material genético relacionada a desaparecimentos também pode ocorrer por meio das estruturas periciais responsáveis por esse tipo de atendimento.
Em Minas Gerais, a participação de Divinópolis, Nova Serrana, Pará de Minas, Bom Despacho e Formiga amplia as opções para moradores do Centro-Oeste do estado. As famílias podem procurar o ponto mais adequado, levando documento de identificação e as informações referentes ao Boletim de Ocorrência.
O material coletado será utilizado nos cruzamentos dos bancos oficiais de perfis genéticos. Caso seja encontrada uma compatibilidade relacionada a determinado desaparecimento, as autoridades responsáveis pelo caso seguem os procedimentos técnicos necessários para confirmar a identificação e comunicar formalmente a família.
A mobilização começa nesta segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28). Em Divinópolis, o ponto indicado fica na Rua Monte Santo, 429, Vila Santo Antônio. Nova Serrana, Pará de Minas, Bom Despacho e Formiga também integram a relação de municípios da região com locais destinados à coleta.









