Jovem de 21 anos morre e acidente na Avenida São João faz duas vítimas fatais

Uma jovem de 21 anos morreu na segunda-feira (17) após permanecer internada em decorrência dos ferimentos sofridos em um acidente registrado na madrugada de sexta-feira (14), na Avenida São João, no bairro Santiago, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Com a confirmação da morte de Maria Eduarda do Carmo, a ocorrência passou a contabilizar duas vítimas fatais. O jovem Gabriel Menezes de Rezende Jorge, também de 21 anos, morreu ainda no local da batida.
Maria Eduarda estava entre os ocupantes de um Chevrolet Onix que saiu da pista e atingiu duas árvores às margens do Rio São João. Ela foi socorrida em estado grave após o acidente e recebeu atendimento médico. Posteriormente, a jovem foi encaminhada ao Hospital São João de Deus, em Divinópolis, onde permaneceu internada até a confirmação da morte na segunda-feira. Maria Eduarda atuava como estagiária de Arquitetura na Secretaria Municipal de Infraestrutura da Prefeitura de Itaúna.
O acidente aconteceu por volta de 1h55 de sexta-feira. Conforme as informações registradas pelas equipes que atenderam a ocorrência, o Onix seguia pela Avenida São João quando o motorista perdeu o controle da direção. O carro saiu da pista e atingiu duas árvores próximas ao Rio São João. O impacto provocou danos significativos ao veículo e mobilizou equipes de emergência para o resgate dos ocupantes.
Gabriel Menezes estava no banco traseiro do automóvel e não resistiu aos ferimentos. A morte foi constatada ainda no local. Ele também tinha vínculo anterior com a Prefeitura de Itaúna, onde havia trabalhado como estagiário até março de 2026. Os demais ocupantes receberam atendimento após o acidente, enquanto as forças de segurança iniciaram os procedimentos para esclarecer as circunstâncias da colisão.
De acordo com as informações policiais divulgadas após a ocorrência, o motorista do veículo tinha 19 anos. Os registros apontam que ele apresentava sinais associados ao consumo de bebida alcoólica, como olhos avermelhados, fala alterada e odor de álcool. O jovem teria informado aos militares que havia ingerido bebida antes de assumir a direção, mas recusou realizar o teste do etilômetro.
Passageiros ouvidos durante o registro da ocorrência também relataram que o veículo estaria em velocidade elevada momentos antes da colisão. Essa informação integra a apuração, mas a dinâmica completa do acidente depende dos levantamentos periciais e das demais diligências realizadas pelas autoridades. A investigação deverá analisar, entre outros elementos, as condições do veículo, do trecho da avenida e os depoimentos das pessoas envolvidas.
Após o acidente, o motorista foi preso em flagrante. A Polícia Civil informou inicialmente que ele foi qualificado por homicídio doloso por dolo eventual, situação jurídica aplicada quando a investigação considera que o condutor, embora não tenha a intenção direta de provocar a morte, pode ter assumido o risco de produzir o resultado. Um inquérito foi instaurado para apurar todas as circunstâncias da ocorrência.
A segunda morte acrescenta um novo elemento à investigação. Até a última atualização disponível, não havia sido divulgada uma manifestação oficial informando eventual mudança no enquadramento jurídico do motorista após a confirmação da morte de Maria Eduarda. A Polícia Civil deverá considerar os laudos, depoimentos e demais elementos reunidos no inquérito para definir a responsabilização relacionada ao acidente.
A Perícia Técnica realizou os levantamentos no local da colisão e os laudos deverão auxiliar no esclarecimento da velocidade do automóvel, da trajetória percorrida e das circunstâncias que antecederam o impacto contra as árvores. Os exames de necropsia das vítimas também integram os procedimentos da investigação. A conclusão do inquérito dependerá da análise conjunta dessas informações.
Maria Eduarda havia sido socorrida com vida após o acidente e permaneceu sob cuidados médicos durante os dias seguintes. A confirmação da morte ocorreu três dias depois da colisão. Com isso, o acidente na Avenida São João passou a ter duas mortes de jovens de 21 anos, enquanto a Polícia Civil mantém a apuração para esclarecer a responsabilidade do motorista e a dinâmica completa do caso.
As autoridades ainda não divulgaram a conclusão dos laudos periciais nem o encerramento do inquérito. Até que a investigação seja finalizada, permanecem em análise as circunstâncias que fizeram o motorista perder o controle do Onix e atingir as árvores às margens do Rio São João.










