Divinópolis

II Simpósio Centro Oeste Mineiro sobre Autismo é realizado em Divinópolis

O evento foi transmitido ao vivo, de forma simultânea pelos perfis no Instagram @karinaferreirato e @diario_de_autista_adolescente.

O grupo Sementear, em parceria Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Governo (Segov), com a Comissão das Associações de Defesa dos Direitos dos Autistas de Minas Gerais (CADDA MG), realizou hoje (4/4), o II Simpósio Centro Oeste Mineiro sobre Autismo, no auditório do Centro Administrativo.

Inicialmente teve início as atividades da mesa 1, que tratou sobre o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), com a neuropediatra, Viviane Evilyn dos Santos Mendonça, a psiquiatra Rafaela Ariadni Olivo; a gerente da saúde da  Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Divinópolis (APAE) e fisioterapeuta, Ana Laura Lopes Azevedo; ainda Ângela da Silva, mãe de uma criança com TEA e Marcela Vilela, terapeuta ocupacional do Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPSI) de Divinópolis.

Logo depois, aconteceu as atividades da mesa 2, que retratou a intervenção precoce do TEA, com a participação de Karina Ferreira, terapeuta ocupacional; Natália Dantas, psicóloga comportamental; Érika Muniz, coordenadora da Educação Inclusiva; Liliana Amélia, mãe de uma criança com TEA e também Tainara Andrade, advogada e mãe de uma criança com TEA.

O prefeito Gleidson Azevedo, durante sua fala, ressaltou, com emoção, a importância que os portadores do Transtorno do Espectro Autista têm para a gestão. “Eu não sou a pessoa tecnicamente indicada para falar de autismo, mas falo com a emoção. Todas as vezes que eu estou perto de um autista, eu vejo que estou perto de anjo. Não vejo maldade nenhuma, eu só vejo amor, é só propagar amor. Vocês podem ter certeza de que o poder público, aqui representado pela Prefeitura, quer fazer política públicas voltadas para esse público. Eu tenho certeza que aqui estou entre os melhores, que entendem e estão engajados na causa”, destacou.

Sheila, que é mãe do autista clássico Bruno, diz que as discussões são de grande importância para a defesa dos direitos dos autistas. “Eu acredito que a comunicação, a divulgação da causa é o que faz com que as pessoas entendam o que que é o autismo, uma vez que o autista ele não tem cara. É através da informação que podemos caminhar e buscar novos horizontes, novas parcerias, novos tratamentos, novos espaços para os nossos filhos”, destacou.

Janete enalteceu a jornada das mães e familiares de indivíduos autistas. “Não tenho filho autista, não sou irmã, não sou mãe, mas eu sou um ser humano que consegue sentir a dor do outro, principalmente, nessa caminhada da vida que não é fácil. Amor de mãe é muito grande, mas o amor de uma mãe e de um pai de criança especial ele tem que ser muito maior. É por isso que luto pelas políticas públicas, não enquanto político, mas enquanto ser humano. Porque política pública não se desconstrói, ela se torna garantias de direito”, salientou.

O secretário da Saúde, Alan Rodrigo, lembrou que as secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social realizarão diversas atividades de conscientização. “Vamos trabalhar muito, com rodas de conversa, discussões, lives, campanhas de divulgação para conscientização do autismo. É uma pauta muito importante e existe uma demanda tanto na Secretaria de Saúde quanto na de Educação e de Assistência Social, que busca, no final das contas, a garantia de direito do portador de autismo”, destacou.

Para a mãe Liliane Nunes, que também participa do grupo Sementear, esse é um evento abre portas na discussão de políticas públicas para acolher e cuidar das crianças e jovens portadores do espectro autista, além da conscientização da população em geral sobre a exclusão das mães atípicas. “Como mãe a maior dificuldade é a aceitação das pessoas, o preconceito, porque, as vezes, as mães são rotuladas pelo comportamento ser diferente de uma mãe típica. A partir disso aqui, a sociedade consegue, por exemplo, numa crise, diferenciar de uma birra. Assim, a população pode apoiar essa mãe e incluí-la, sem esse olhar preconceituoso”, enfatizou.

Estiveram presentes no simpósio, aproximadamente 40 pessoas, entre elas, a secretária de Assistência Social Juliana Coelho, a secretária de Educação, Andreia Dimas e os vereadores Lohanna Franca, Ana Paula e Ney Burguer.

Sobre o grupo Sementear

O Grupo Sementear é formado por mães, pais, profissionais e interessados e tem como objetivo divulgar, realizar eventos e oferecer informações científicas atualizadas sobre o transtorno do espectro do autismo (TEA).

O grupo foi criado com a intenção de mobilizar a população sobre a  importância do conhecimento sobre autismo e organizou o II Simpósio Sobre Autismo do Centro-Oeste de Minas visando abrir espaço de diálogo entre os diversos atores da sociedade, trocar informação, compartilhar dados científicos para capacitação profissional e capacitação de pais e cuidadores de pessoas com TEA, além de despertar para a necessidade de se desenvolver políticas públicas destinadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Fonte: Prefeitura de Divinópolis.

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