Divinópolis

Transporte Coletivo terá reuniões mensais para cobrar melhorias no serviço em Divinópolis

O transporte coletivo urbano de Divinópolis passará a ser acompanhado por meio de reuniões mensais entre representantes do município, do Consórcio TransOeste e usuários do serviço. O primeiro encontro foi realizado nesta quinta-feira (2) e discutiu problemas enfrentados pela população, falhas operacionais, acessibilidade, manutenção da frota e a necessidade de melhorias no atendimento prestado aos passageiros.

A reunião foi conduzida com a participação da Secretaria Municipal de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana, representantes do gabinete da prefeita, integrantes do Consórcio TransOeste e pessoas que utilizam o transporte coletivo. A proposta é que os encontros sejam permanentes e sirvam para acompanhar reclamações, cobrar providências e avaliar a qualidade do serviço de ônibus na cidade.

O primeiro encontro marcou o início de uma rotina de acompanhamento mais próximo do transporte coletivo. A partir de agora, a expectativa é que as demandas apresentadas pelos usuários sejam discutidas mensalmente com a concessionária, com encaminhamentos técnicos e cobrança de soluções para os problemas apontados.

Entre os principais temas tratados estiveram a qualidade dos ônibus, a manutenção dos veículos, a regularidade das linhas, o atendimento aos passageiros e as condições de acessibilidade. Esses pontos têm impacto direto na rotina de quem depende do transporte público para trabalhar, estudar, buscar atendimento de saúde e cumprir compromissos diários.

A reunião também discutiu a necessidade de um serviço mais eficiente, seguro e acessível. A cobrança é para que o transporte coletivo cumpra sua função pública com regularidade e ofereça condições adequadas a todos os usuários, inclusive pessoas com deficiência, idosos e passageiros com mobilidade reduzida.

Durante o encontro, usuários relataram dificuldades enfrentadas no dia a dia e reforçaram a importância de que as decisões sobre o transporte coletivo considerem a realidade de quem utiliza o serviço. As reclamações envolveram situações relacionadas ao funcionamento dos ônibus, às condições de embarque e desembarque e à necessidade de mais atenção à acessibilidade.

A partir dos relatos apresentados, representantes do município e da concessionária discutiram possíveis encaminhamentos para melhorar o serviço. A proposta das reuniões mensais é evitar que as reclamações fiquem isoladas e criar um canal permanente de acompanhamento das demandas.

Um dos pontos debatidos foi a situação da frota que atende o transporte coletivo urbano. Segundo informações apresentadas na reunião, parte dos veículos permaneceu em circulação por tempo superior ao previsto inicialmente, o que pode ter contribuído para o aumento de falhas mecânicas e problemas operacionais.

Representantes do Consórcio TransOeste também apontaram dificuldades financeiras enfrentadas pelo sistema nos últimos anos. De acordo com o que foi apresentado, o longo período sem reajuste da tarifa teria afetado o equilíbrio econômico do contrato e reduzido a capacidade de investimento em renovação e manutenção da frota.

Apesar das justificativas apresentadas, a cobrança principal é por soluções práticas. Para o usuário, o que importa é ter ônibus em condições adequadas, linhas funcionando com regularidade, equipamentos de acessibilidade operando corretamente e atendimento seguro durante o deslocamento.

A discussão também passa pela fiscalização do contrato. O transporte coletivo é um serviço essencial e, por isso, precisa ser acompanhado de forma contínua pelo poder público. As reuniões mensais deverão funcionar como um espaço para verificar se as obrigações estão sendo cumpridas e se as melhorias prometidas estão sendo executadas.

Outro ponto importante é que as reuniões não devem se limitar ao diagnóstico dos problemas. A expectativa é que cada encontro gere encaminhamentos objetivos, com prazos, responsáveis e acompanhamento das medidas que forem propostas. Sem isso, há risco de que as discussões se transformem apenas em mais uma etapa burocrática.

A acessibilidade foi tratada como uma das prioridades. Falhas nesse ponto impedem que parte da população utilize o transporte coletivo com autonomia e segurança. Quando um equipamento não funciona ou quando o embarque não ocorre de forma adequada, o direito de ir e vir do usuário fica comprometido.

O debate também reforçou que o transporte coletivo não pode ser analisado apenas pela ótica financeira. Embora o equilíbrio contratual seja um ponto relevante, a qualidade do serviço prestado à população precisa estar no centro das decisões. A tarifa, a frota, os horários e a manutenção precisam responder à necessidade real dos usuários.

A nova rotina de reuniões mensais deve envolver o acompanhamento de indicadores do sistema, reclamações recebidas, falhas registradas e providências adotadas. A ideia é que os problemas sejam monitorados com mais frequência e que as respostas não dependam apenas de situações emergenciais.

Também deverá ser discutida a nova modelagem do transporte coletivo em Divinópolis. O tema envolve questões contratuais, operacionais e financeiras, além da necessidade de garantir um serviço mais moderno, eficiente e compatível com a demanda da cidade.

A prefeita Janete Aparecida afirmou, durante a reunião, que o município pretende conduzir o tema com diálogo, estudos técnicos e segurança jurídica. Segundo ela, o objetivo é buscar uma modelagem que garanta qualidade no atendimento e respeito aos usuários.

Participaram da reunião o secretário de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Lucas Estevam; o diretor de Trânsito e Mobilidade Urbana, Victor Moreira; o gerente de Fiscalização de Transporte, Leonardo Capanema Deodato; o assessor jurídico, Felipe Soalheiro; e o controlador geral, Diôgo Andrade Vieira.

Pelo Consórcio TransOeste e pelas empresas operadoras, participaram o presidente Fernando Carvalho; o diretor Mauro Pinto; o advogado e colaborador Glauco de Oliveira; o diretor da empresa Braulino, Aderi Francisco; o gerente Edilson Luiz; o diretor da Viação Daldegan, João Luiz; o diretor da Transpratur, Adilson Lopes; e o proprietário da Viação Aldeia, Luiz Aldeia.

A presença dos representantes das empresas operadoras coloca sobre a mesa a responsabilidade direta de quem executa o serviço. As falhas relatadas pelos usuários dependem de respostas tanto do município, na fiscalização e condução do contrato, quanto da concessionária, na operação diária dos ônibus.

A partir desse primeiro encontro, a expectativa é que os próximos meses tragam respostas mais concretas sobre os problemas do transporte coletivo. Entre as medidas que poderão ser acompanhadas estão a manutenção dos veículos, a situação dos equipamentos de acessibilidade, a regularidade das linhas e a qualidade do atendimento aos passageiros.

O acompanhamento mensal também poderá permitir que reclamações recorrentes sejam identificadas com mais rapidez. Problemas que se repetem em determinadas linhas, horários ou veículos poderão ser levados diretamente à concessionária, com cobrança por correção.

Para a população, o principal desafio será transformar a reunião em melhorias visíveis no serviço. O transporte coletivo afeta milhares de pessoas e qualquer falha impacta diretamente a rotina de trabalhadores, estudantes, idosos, pessoas com deficiência e famílias que dependem dos ônibus diariamente.

A discussão também reforça a importância da participação dos usuários. Quem utiliza o transporte público todos os dias conhece os problemas de forma direta e pode contribuir para apontar falhas que nem sempre aparecem nos relatórios técnicos.

As reuniões mensais devem funcionar como uma ferramenta de cobrança e acompanhamento, mas a efetividade dependerá das providências adotadas após cada encontro. O avanço do serviço será medido pela melhoria na prática, e não apenas pela realização das reuniões.

Com o início desse acompanhamento permanente, o transporte coletivo de Divinópolis entra em uma nova fase de cobrança pública. O município, a concessionária e as empresas operadoras terão que apresentar respostas para problemas antigos e demonstrar, nos próximos encontros, quais medidas serão tomadas para melhorar o serviço oferecido à população.

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