Minas Gerais

Inverno começa neste domingo e acende alerta para frio, tempo seco e baixa umidade em Minas Gerais

O inverno começa oficialmente neste domingo (21) no Hemisfério Sul e marca a chegada da estação mais fria do ano. Em 2026, a nova estação tem início às 5h25, pelo horário de Brasília, e segue até o dia 22 de setembro, quando começa a primavera.

A mudança de estação ocorre com o solstício de inverno, fenômeno astronômico que marca o momento em que o Hemisfério Sul recebe menor incidência direta de luz solar. Na prática, isso significa dias mais curtos, noites mais longas e maior tendência de queda nas temperaturas, principalmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.

Em Minas Gerais, o inverno costuma trazer uma combinação conhecida pela população: manhãs frias, tardes ensolaradas, pouca chuva e ar mais seco. A estação representa o auge do período seco no estado e exige atenção especial com a saúde, com o trânsito, com as queimadas e com o abastecimento de água em algumas regiões.

Apesar de ser considerada a estação mais fria do ano, o inverno mineiro nem sempre é marcado por frio intenso durante todo o dia. Em muitas cidades, a população sente frio ao amanhecer, mas enfrenta temperaturas mais elevadas no período da tarde. Essa diferença entre manhãs frias e tardes mais quentes é uma das principais características da estação.

Essa variação é chamada de amplitude térmica. Ela ocorre com mais frequência quando o céu fica aberto, há pouca nebulosidade e as chuvas diminuem. Com isso, o calor acumulado durante o dia se perde com mais facilidade à noite, fazendo as temperaturas caírem nas madrugadas e voltarem a subir rapidamente após o nascer do sol.

No Centro-Oeste de Minas, incluindo Divinópolis e municípios da região, a expectativa é de dias com tempo mais firme, noites mais frias e tardes secas ao longo da estação. A redução das chuvas deve ser sentida principalmente a partir de julho, quando o ar seco se torna mais frequente e os índices de umidade podem cair de forma significativa.

O Instituto Nacional de Meteorologia aponta que o inverno em Minas Gerais corresponde ao período mais seco do ano. As chuvas ficam raras em boa parte do estado e, quando ocorrem, tendem a ser fracas e mais concentradas em áreas específicas, como a faixa leste e o Sul de Minas, especialmente durante a passagem de frentes frias.

A partir de julho, as tardes com baixa umidade relativa do ar se tornam mais comuns em várias regiões mineiras. Em alguns dias, os índices podem ficar abaixo de 30%, nível considerado de atenção e que já provoca desconforto para a população. Nessas condições, aumentam os riscos de irritação nos olhos, ressecamento da pele, garganta seca, sangramento nasal e piora de doenças respiratórias.

Pessoas com rinite, sinusite, bronquite, asma e outras doenças respiratórias costumam sentir mais os efeitos do inverno seco. Crianças, idosos e pacientes com problemas crônicos devem redobrar os cuidados, especialmente nos dias em que o ar estiver muito seco e a temperatura variar bastante entre a manhã e a tarde.

A hidratação é uma das principais recomendações para enfrentar o período. Mesmo com temperaturas mais baixas, o corpo continua precisando de água. Como no frio a sensação de sede costuma diminuir, muitas pessoas acabam bebendo menos líquido, o que pode aumentar o desconforto causado pelo ar seco.

Além de beber água com frequência, é importante evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes, manter os ambientes limpos e arejados, evitar acúmulo de poeira e, quando possível, usar recursos simples para melhorar a umidade dentro de casa. Toalhas úmidas ou bacias com água podem ajudar, desde que utilizadas com segurança e sem favorecer mofo.

O inverno também exige atenção com a prática de atividades físicas ao ar livre. Caminhantes, corredores e ciclistas devem observar os horários mais adequados para treinar, evitando períodos de ar muito seco e sol forte. Hidratação, protetor solar e roupas adequadas continuam sendo importantes mesmo nos dias de temperatura mais amena.

Outro ponto de preocupação é o aumento do risco de queimadas. Com a vegetação mais seca, qualquer foco de fogo pode se espalhar rapidamente, atingir áreas de mata, lotes vagos, pastagens e margens de rodovias. A fumaça prejudica a qualidade do ar e agrava problemas respiratórios, além de representar risco direto para imóveis, animais e motoristas.

As autoridades orientam a população a não colocar fogo em lixo, folhas secas, terrenos baldios ou áreas rurais. Também é importante evitar o descarte de bitucas de cigarro em rodovias e áreas de vegetação. No inverno, atitudes aparentemente pequenas podem provocar incêndios de grandes proporções.

Nas estradas, a estação também muda a rotina dos motoristas. Em algumas regiões de Minas, especialmente em áreas de baixada, serras e trechos próximos a cursos d’água, pode haver formação de neblina nas primeiras horas da manhã. A baixa visibilidade aumenta o risco de acidentes e exige velocidade reduzida, faróis ligados e distância segura entre os veículos.

As massas de ar frio também podem avançar sobre Minas Gerais ao longo do inverno, provocando quedas bruscas de temperatura. Esses episódios costumam ser mais sentidos no Sul de Minas, na Serra da Mantiqueira, na Zona da Mata e em áreas de maior altitude, mas podem influenciar também outras regiões do estado.

Em pontos mais altos, há possibilidade de geada em episódios de frio mais intenso. O fenômeno preocupa principalmente produtores rurais, já que pode causar prejuízos em lavouras sensíveis. A agricultura também sente os efeitos da estiagem, especialmente em culturas que dependem de irrigação e em áreas onde o solo perde umidade com mais rapidez.

No campo, o inverno exige planejamento. A redução das chuvas afeta pastagens, lavouras e reservatórios usados na produção rural. Produtores precisam acompanhar as previsões meteorológicas, monitorar a disponibilidade de água e adotar medidas para reduzir perdas durante o período seco.

Para a população urbana, os impactos também são sentidos na rotina. Roupas de frio voltam ao armário, cobertores passam a ser usados com mais frequência e cresce a procura por alimentos típicos da estação, como caldos, sopas, cafés e pratos mais quentes. Ao mesmo tempo, o tempo seco pede cuidados extras com limpeza doméstica e ventilação.

Antes de usar cobertores e agasalhos guardados por muito tempo, a recomendação é lavar ou deixá-los ao sol. Poeira e ácaros acumulados podem piorar alergias respiratórias, principalmente em crianças e pessoas sensíveis. Manter os ambientes ventilados também ajuda a reduzir a circulação de vírus e outros agentes que provocam doenças.

O inverno também costuma aumentar a circulação de doenças respiratórias. Tosse, coriza, dor de garganta, febre e falta de ar devem ser observados com atenção. Em caso de sintomas persistentes ou agravamento do quadro, a orientação é procurar atendimento médico, principalmente quando houver dificuldade para respirar.

Em Minas, o turismo de inverno também ganha força. Cidades históricas, regiões serranas e destinos gastronômicos costumam atrair visitantes durante a estação. O frio ajuda a movimentar hotéis, restaurantes, cafeterias e eventos ligados à cultura e à culinária mineira.

Mesmo com a previsão de temperaturas acima da média em parte do país neste mês de junho, o inverno não deixa de exigir atenção. A estação pode ter dias mais quentes do que o normal em alguns períodos, mas também pode registrar quedas acentuadas de temperatura com a chegada de massas de ar frio.

Por isso, acompanhar a previsão do tempo continua sendo essencial. Alertas de baixa umidade, frio intenso, nevoeiro, geada ou risco de incêndios devem ser observados pela população, especialmente por quem trabalha ao ar livre, viaja por rodovias, pratica esportes ou vive em áreas rurais.

A chegada do inverno neste domingo marca uma mudança importante no comportamento do tempo em Minas Gerais. A estação traz beleza, noites mais frias e clima típico de meio de ano, mas também exige prevenção. Frio, ar seco, pouca chuva e risco de queimadas devem fazer parte da atenção dos mineiros nos próximos meses.

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